A direita e as direitas, por Jaime Nogueira Pinto (1)

Eleições Presidenciais de 2021

O Meu Diário de Voto em André Ventura por Gabriel Mithá Ribeiro

Leia diariamente nesta página textos, excertos ou frases destinados a resgatar os portugueses da alienação mental imposta pelas elites jornalísticas, académicas, intelectuais, políticas ou artísticas de um regime falido. Contra ele, André Ventura e o CHEGA fazem germinar uma força moral e cívica imparável que fará nascer a IV República Portuguesa. 

 «A sua revolta [das grandes massas], que as novas esquerdas globalizantes deixaram de poder enquadrar, acabou por determinar o regresso das direitas como baluarte da identidade e da nação ameaçadas. Direitas que agora surgem mais variadas e contraditórias que nunca, em fragmentação pós-moderna: com conservadores e homossexuais assumidos; com entusiastas do mercado livre e protecionistas; com religiosos e ateus; com contra-revolucionários e revolucionários; com autoritários e libertários; com caudilhos primários e intelectuais sofisticados. 

O que é que une estas famílias da direita? Sem esquecer ou subalternizar o que continua a distingui-las, diria que a única coisa que têm em comum é a defesa da identidade nacional, como fator constante das lealdades, como a única universalidade realística e pragmaticamente possível. 

Enquanto a esquerda toda, da capitalista à socialista radical, proclama utopicamente o primado do indivíduo e da Humanidade, a direita e as direitas ficam-se pela nação, pela pátria, pelas fronteiras, essenciais para enquadrar tudo o resto – a religião, as liberdades e até a felicidade pessoal e de grupo.» 

(Jaime Nogueira Pinto, A direita e as direitas, Lisboa, Bertrand Editora, 1995/2018, pp.56-57.) 

Gabriel Mithá Ribeiro
Vice-Presidente do CHEGA!