A Guerra Moral Ventura – Contra as elites bárbaras

Eleições Presidenciais de 2021

O Meu Diário de Voto em André Ventura por Gabriel Mithá Ribeiro

Leia diariamente nesta página textos, excertos ou frases destinados a resgatar os portugueses da alienação mental imposta pelas elites jornalísticas, académicas, intelectuais, políticas ou artísticas de um regime falido. Contra ele, André Ventura e o CHEGA fazem germinar uma força moral e cívica imparável que fará nascer a IV República Portuguesa. 

 A existência humana é sempre determinada pelo primado moral. Não é possível compreender o sucesso ou o fracasso de grupos, comunidades, povos ou civilizações sem antes explicitar a ordem moral coletiva subjacente. Se a III República Portuguesa se arrasta de crise em crise é necessariamente um rotundo falhanço moral. 

Jornalistas, académicos, intelectuais, políticos, sindicalistas ou artistas, o aparelho ideológico elitista do regime, agravaram a sua habitual histeria porque, no último ano, os fundamentos da ordem moral da sociedade portuguesa começaram a ser fortemente abalados de baixo para cima, a partir das pessoas comuns, fenómeno que essas mesmas elites rotulam de populismo. Tentam fingir que o seu ódio não é aquilo que é, aos portugueses comuns, isso porque o que instiga esse indisfarçável ódio, André Ventura e o CHEGA, sempre assumiram com frontalidade herdeiros da tradição milenar judaico-cristã e filosófica greco-romana, os dois grandes referentes da milenar civilização ocidental e da secular tradição portuguesa. 

Na regulação da vida institucional e social, são as heranças referidas que sustentam o dever de submissão de todos, sem exceções, à ordem moral da autorresponsabilidade ou moral social da autorresponsabilidade. Esta ressurge para romper com a orientação moral das elites terceiro-republicanas, fenómeno que rotulam de extremismo, de extrema-direita. Ameaçadas como nunca, elas sustentaram o seu poder impondo aos portugueses comuns o culto dogmático do ideal de vitimização, orientação moral que pressupõe uma sociedade sempre dividida entre pessoas más (a maioria) e pessoas boazinhas (as minorias). Isso passa pela recusa em atribuir valor moral igual a todos os portugueses e, por isso mesmo, em mais de quarenta anos os donos a III República geraram tensões, desordem e falhanços bem mais do que uma sociedade digna, com instituições fortes e economicamente próspera. 

Jornalistas, académicos, intelectuais, políticos, sindicalistas ou artistas, salvo raríssimas exceções, imaginam agora um cenário apocalítico, o fim-do-mundo, porque alguém lhes faz saber em alto e bom som, incluindo em manifestações de rua, que os fundamentos da moral social em que acreditam estão errados e têm de mudar. O motivo é óbvio: as elites vigentes, com um fortíssimo viés esquerdista, importaram da antiga União Soviética (URSS) o modelo moral mais falhado de sempre da história, o da vitimização. Esse modelo é em absoluto incompatível com a tradição portuguesa e ocidental. 

Hoje, se os portugueses vivem um momento que pode ser de renovação política e económica, o seu maior desafio não é esse. É o da renovação da ordem moral, uma vez que é ela que determina tudo o resto, o que caminho que desejamos para as gerações do presente e futuras. Vencer tão decisiva guerra moral em curso significará transformar um país conduzido ao falhanço pelas suas elites num país bem-sucedido. 

A relevância do momento atual é de tal modo evidente que apenas por ignorância e má-fé se descentra o debate público da moral social para temas absurdos, histéricos, pontuais, irrelevantes: fascismo, nazismo, extrema-direita, populismo, fez isto, disse aquilo. É assim que o atual aparelho ideológico do regime insulta a dignidade e a inteligência dos portugueses e europeus decentes. 

E não há como negar que a substância da orientação moral válida na Europa Ocidental remete para a ancestralidade do complexo de culpa originado pela crença no Deus único judaico-cristão e pela tradição mitológica da Grécia da Antiguidade, pontos de partida autónomos que o tempo congregou. Com o correr dos séculos, os contextos vivenciais mudaram, a carga religiosa ou mística tende a ficar confinada ao inconsciente coletivo, a prática religiosa foi diminuindo significativamente, porém os fundamentos da ordem moral persistem os mesmos. Essa é a natureza da condição humana. 

Nas origens remotas, numa variante, o sujeito não podia responsabilizar o Deus único que o criou pelo seu destino, nem os outros com quem partilhava habitualmente a existência por também serem filhos desse Deus, sobrando apenas para ele mesmo as responsabilidades pelo seu destino. Noutra variante, a grega, num tempo mitológico Édipo, rei de Tebas, matou o pai, Laio, e casou-se com a mãe, Jocasta, de quem teve quatro filhos. Ao tomar consciência do seu involuntário parricídio e incesto, Édipo nunca responsabilizou os outros, apenas a si mesmo, cegando-se e abandonando o poder e a glória. Deus Apolo, depois de amaldiçoar Édipo pela tentativa de fuga ao destino determinado na origem por ele, acabaria por reconhecer a dignidade da vítima da sua fúria divina e, no final da vida de Édipo, não só perdoou-o como Apolo acabou por se transformar em seu protetor. 

A carga moral de uma e outra tradição significa que nem num momento difícil ou trágico das nossas vidas – miséria, acidente, confronto com a morte traumática, hecatombe – a autorresponsabilidade deixa de ser o primado moral que se sobrepõe a tudo o resto, aos demais valores morais ou escolhas individuais ou coletivas. Persistente ao longo de milénios, tal tradição instigou o desenvolvimento da consciência humana como nenhuma outra. Daí que seja no Ocidente que a maturidade moral, individual e coletiva, mais se desenvolveu, a ponto de acolher e tolerar aqueles que querem destruir esse mesmo Ocidente. Quebrar tal tradição moral em troca de modelos importados, como faz a esquerda, é impor ao Ocidente o regresso à barbárie, é recusar a portugueses e europeus o direito a serem civilizados. Foi nisso que se viciaram, desde 1974, as elites terceiro-republicanas, as que agora tentam ilegalizar, achincalhar, humilhar, destruir André Ventura e o CHEGA. 

Ao contrário da subversão mental soviética, escolha dos que jogam as responsabilidades pelo seu destino para fora da sua própria consciência assumindo o papel de vítimas do passado histórico e do presente, na milenar tradição verdadeiramente europeia ocidental não se encontram fundamentos civilizacionais para culpar os ricos, maioria branca, ocidentais, pais, portugueses colonialistas, patrões, sistema, capitalismo, União Europeia, americanos, quem quer que seja, pelos falhanços de cada um. A solução moral reside sempre, acima de tudo, no interior de cada sujeito, na sua consciência, na sua autorresponsabilidade individual, familiar, comunitária, nacional. 2 

Não por mero acaso a III República Portuguesa fragilizou continuadamente instituições como a família, o ensino, a justiça, a segurança, a religião, entre outras. O que sobra a um povo quando se corrompem as suas instituições fundamentais? De agora em diante, o voto consciente dos portugueses deve pressupor a resposta a essa questão, e já a partir das eleições presidenciais de janeiro de 2021. 

Veja-se o histerismo da sacralização da solidariedade social para com ciganos, migrantes ilegais, minorias negras ou islâmicas, entre outros. O detalhe que os bem-pensantes omitem é o de nunca poder ser a solidariedade dos outros a gerar a autorresponsabilidade dos próprios, apenas o contrário. É a autorresponsabilidade que legitima a solidariedade. 

Quando defendem que os merecedores de solidariedade social são aqueles que, antes de tudo o resto, nos pequenos e grandes gestos do seu quotidiano habitual já haviam evidenciado autorresponsabilidade cuidando de si mesmos, das suas famílias, do seu bairro, da sua comunidade, estudando e trabalhando, sem roubar, destruir, intimidar, ameaçar, invadir, parasitar rendimentos alheios – o que André Ventura e o CHEGA estão a propor é justamente o regresso de Portugal e do Ocidente à sua matriz moral originária com séculos de provas dadas. Foi essa orientação moral que permitiu ao Ocidente conquistar um poder civilizacional único na história, e que a esquerda do século XX veio aniquilar. Em Portugal, ninguém hoje consegue comprovar que existe uma orientação da moral social mais justa do que a defendida por André Ventura e pelo CHEGA. 

Claro que podemos e devemos ajudar quem não observa o primado da autorresponsabilidade. Porém, devemos também preservar a sanidade mental de saber que se lida com um parasita moral, aquele que coloca a solidariedade dos outros antes da sua autorresponsabilidade. E o Portugal esquerdista de hoje é o vergonhoso cigano da União Europeia. Há algum erro, vício ou desrespeito neste julgamento moral? Nenhum!!! 

Ver imoralidade na ação cívica e política de André Ventura e do CHEGA e ver moralidade noutras paragens (PS, PSD, CDS-PP, BE, PCP) é o estádio supremo da alienação e da mentira, a dimensão extraterrena em que vegetam jornalistas, académicos, intelectuais, políticos, sindicalistas, artistas, salvo raríssimas exceções. 

De agora em diante, votar será sobretudo escolher um tipo de moral social: a autorresponsabilidade para todos contra a vitimização de alguns. Caro concidadão, tenha plena consciência das suas escolhas, por favor! 

Gabriel Mithá Ribeiro