Sábado, 4 de Setembro de 2021
09h30 – Receção

10h00 – Sessão de Abertura da I Academia Política de Verão do CHEGA

10h30 – Terá o CHEGA uma matriz moral?
Orador: Gabriel Mithá Ribeiro

11h30 – Podemos falar de amor e economia?
Orador: Pedro Arroja

12h30 – Almoço

14h00 – Certificados Digitais: caminho para a liberdade ou para a sua perda?
Debate com: Jerónimo Fernandes

15h30 – Ser jovem num contexto de múltiplos desafios mundiais

17h00 – Faz sentido falar em Portugal no século XXI?
Participações voluntárias dos Jovens da Academia Política

18h30 – Nacionalismo numa “era global”?
Orador: Jaime Nogueira Pinto

20h30 – Sunset/Jantar

Domingo, 5 de Setembro de 2021
10h00 – Eleições Autárquicas: Qual a importância do poder local?
Orador: Bruno Nunes e Rui Gonçalves

11h30 – Tradição e Cultura – censura-se?
Mesa Redonda com: Pedro Frazão, Marco Gomes e Frederico Santana

12h30 – Terá o CHEGA uma matriz ideológica?
Orador: Diogo Pacheco de Amorim

13h30 – Almoço

15h30 – Vozes de mudança: o sucesso do Vox em Espanha
Orador: Ivan Espinosa

16h30 – Vozes de mudança: é possível cumprir Portugal?
Orador: André Ventura

18h00 – Encerramento da I Academia Política de Verão do Chega


Terá o CHEGA uma matriz Moral?

O programa político do CHEGA define como matriz moral do partido o cruzamento dos valores milenares judaico-cristãos, com as bases civilizacionais milenares também, greco-romanas. É do encontro de Jerusalém, Atenas e Roma e, no respeito pela tradição ancestral portuguesa e europeia, que o CHEGA orienta a sua matriz moral que, se reflete naturalmente na sua ação política, social e humanitária.

Contudo, diariamente a mensagem que é veiculada na comunicação social e pelos novos “influencers” é diametralmente oposta. Xenofobia, Machismo e Racismo são apenas alguns dos jargões com que tentam rotular o Partido CHEGA. Será possível que um partido político que olha para a realidade sem medos, preconceitos ideológicos ou “palas nos olhos”, denunciando de forma descomplexada o atual estado de coisas, tenha uma matriz moral?

Orador: Gabriel Mithá Ribeiro

Gabriel Mithá Ribeiro, vice-presidente do partido CHEGA, é licenciado em história pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É mestre e doutor em estudos africanos pelo ISCTE-IUL. Trabalha no domínio do pensamento social do conhecimento. Tem também publicado textos científicos e ensaios, nomeadamente sobre o ensino. O professor Gabriel Mithá Ribeiro falar-nos-á da matriz Moral do partido, desmistificando o estereótipo, desenvolvido pela sociedade, à volta do partido CHEGA.

Podemos falar de amor e economia?

No ponto 64 do programa político, o CHEGA afirma que a instituição económica fundamental da sociedade é a família, elencando as demais instituições e a sua importância relativa, tendo por unidade de medida o amor. Numa sociedade cada vez mais consumista e voltada para o hedonismo, em que procuram afirmar como célula base o indivíduo, com laços afetivos cada vez mais deteriorados, faz sentido falar em amor?

Mas afinal, de que forma se pode relacionar uma área voltada para a distribuição, consumo e produção de bens e serviços, com a família – célula base da sociedade – e com uma disposição dos afetos que gera no ser humano a necessidade de fazer o bem a algo ou alguém?

Orador: Pedro Arroja

Pedro Arroja, professor e economista português, é licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Mestre em Economia pela Universidade de Ottawa e Doutorado em Economia pela Universidade de Carleton. Ainda no Canadá, publicou diversos trabalhos e participou em programas de rádio, iniciando assim as suas atividades de comentador e consultor para as áreas económicas junto da comunicação social em Portugal. Lecionou em diversos institutos ao longo da sua carreira e, atualmente, é professor no Instituto Superior de Estudos Financeiros e Fiscais em Gaia e Presidente do Conselho de Administração da Pedro Arroja.


Passaportes Sanitários: caminho para a liberdade ou para a sua perda?

A nova vaga do Coronavírus trouxe uma série de desafios que não deixou ninguém indiferente em nenhum canto do mundo. Depois de sucessivos confinamentos que fizeram parar o mundo e afetaram a economia nacional e internacional, e já com alguma distância do período inicial, confrontamo-nos com inúmeras medidas tomadas num período de incerteza e de manifesta falta de preparação para a gestão do estado de coisas. É neste contexto que se acende o debate: se por um lado as medidas tomadas deveriam ter em vista um bem superior, isto é, a preservação de vidas; por outro uma excessiva securitização leva a uma invasão e muitas vezes uma violação daquelas que são as liberdades, direitos e garantias dos cidadãos.

Debate com: Jerónimo Fernandes

Jerónimo Fernandes, originário do Porto, é licenciado em medicina e em medicina dentária. É professor universitário, palestrante e formador em diversas áreas, nomeadamente da saúde, cultura, gestão, organização e economia da saúde. Através da sua vasta experiência trará aos jovens uma oportunidade única de refletir sobre a condição atual em que vivemos.

Ser Jovem num contexto de múltiplos desafios

Diariamente somos bombardeados com novas informações que se confundem muitas vezes com falsas informações. Mesmo numa era da “pós-verdade”, sabemos que há questões sanitárias que afetaram o mundo inteiro e que as dinâmicas da geopolítica estão a alterar-se a olhos vistos. Vemos a China em crescimento e afirmação, os EUA cada vez mais conscientes que já não são a grande potência mundial e uma União Europeia aos remendos, que vai sobrevivendo combalida aos múltiplos desafios. Crises económicas e sociais, mas também questões humanitárias complexas. O terror do Afeganistão que avizinha uma nova vaga de refugiados, no continente Europeu já fustigado por vagas anteriores. Num clima de instabilidade e mudanças diárias, como pode um jovem ser jovem?

Orador: José Maria Matias

José Maria Matias, professor e cronista no Jornal SOL, é licenciado em Música Clássica pelo Royal College of Music de Londres e Mestre em Pedagogia da Música. Atualmente, é Mestrando em Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Nova de Lisboa. Na sua investigação analisa o processo de integração europeia, tendo-se especializado em Política Externa Portuguesa e Instituições Europeias. Num quadro de degradação das instituições nacionais e internacionais e num período de instabilidade quer por questões sanitárias, como também geopolíticas, irá falar-nos sobre o papel de um jovem num contexto de incertezas.


Faz sentido falar em Portugal no Século XXI?

Onde está Portugal no século XXI? Para onde caminhamos? O Século XXI, que seria o século da consolidação das democracias, bem como, dos direitos, liberdades e garantias; da inovação constante, a uma velocidade galopante, da ciência e tecnologia, voltada para o bem-estar do ser humano; o século da paz, em que os povos iriam caminhar de mãos dadas, no respeito pelas diferenças; tem sido um período desafiante para todas as nações. Portugal não é excepção. No quadro nacional, observamos um país que tendo todas as condições (geográficas, climatéricas ou sociais) para se afirmar, está estagnado em todos os setores, principalmente por falta de vontade, seriedade e/ou competência política; no quadro europeu, denota-se uma perda abrupta de soberania, numa atitude de genuflexão perante Bruxelas; no quadro internacional, o país que “deu novos mundos ao mundos” tornou-se cativo da sua irrelevância.

Neste período de debate, os participantes da Academia Política são convidados a realizar intervenções de 2 minutos (+ 1 minuto de tolerância) sobre a temática apresentada. Do debate de ideias e da partilha dos diversos pontos de vista, pretendemos que sejam apresentadas análises concretas do panorama descrito, bem como, ideias claras para o país. Os melhores discursos da tarde, serão premiados.   

Nacionalismo numa “era global”

O multilateralismo resolveu divisões importantes no mundo, na segunda metade do século XX. No entanto, o mundo mudou. As prerrogativas após a queda do muro de Berlim, ruíram. Se por um lado a globalização coloca-nos mais próximos uns dos outros, sendo isso uma oportunidade; por outro, os acontecimentos desde o 11 de Setembro de 2001, provam-nos que tem riscos. Se no combate à pandemia a partilha de informação de todo o mundo foi determinante para compreender o desafio que o mundo enfrentava; por outro, foi só a utilização das fronteiras que conseguiu conter a disseminação da Covid. Fará ainda sentido falar em países com fronteiras e identidade própria no século XXI?

Orador: Jaime Nogueira Pinto

Jaime Nogueira Pinto, tem 75 anos e é natural do Porto. É licenciado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa e doutorado em Ciências Sociais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica, onde leciona cadeiras nas áreas das Ciências Políticas e das Relações Internacionais. Além de professor e analista político com intervenção regular na imprensa, Jaime Nogueira Pinto tem uma grande coleção de obras publicadas e é empresário nas áreas da business intelligence, aconselhamento estratégico e segurança privada.


Eleições Autárquicas: Qual a importância do poder local?

Basta chegar o ano das eleições para vermos as obras públicas surgirem. Tapam-se buracos, remendam-se estradas, constroem-se rotundas e estátuas, numa tentativa desesperada de executar orçamentos e mostrar serviço ao eleitorado. O eleitor comum conhece estas dinâmicas, ainda assim, garante muitas vezes a perpetuação dos executivos no poder, criando verdadeiras “dinastias autárquicas”. Olhamos geralmente para o poder central, porque muitas vezes não encontramos as soluções para os nossos problemas diários no poder local. No novo programa político o CHEGA fala numa lógica inversa, num poder local mais ativo, que pela proximidade ao eleitor pode ir ao encontro das suas necessidades com solidariedade, mas também com mais justiça.

Porém, qual é a importância do poder local? 

Orador: Bruno Nunes

Bruno Nunes, originário de Lisboa, é Consultor e Administrador de Empresas. Chegou a Loures como deputado independente pelo PPM, mas rapidamente começou a diferenciar-se na Assembleia Municipal de Loures identificando-se com a matriz política do partido CHEGA.

Tradição e cultura: censura-se?

“A tradição e o respeito pela cultura não é uma adoração de cinzas, mas sim a preservação do fogo.” Esta frase de um pensador do século XIX, choca com uma nova cultura de cancelamento em que, toda a sociedade se sente dotada de capacidade de deliberar o que é aceitável e impor a erradicação do que consideram ser errado, numa crescente atitude de censura. A tradição, que antes era o garante da alma de um povo, é hoje questionada, criticada e muitas vezes até apagada.

Será a cultura de cancelamento um progresso ou um retrocesso?

Mesa redonda: Pedro Frazão, Marco Gomes e Frederico Santana

Pedro Frazão, estudou Biologia Marinha e Pescas na Universidade do Algarve acumulando nos a atividade profissional no Departamento de Biologia e Educação do Zoomarine. Trabalhou como Bolseiro no Woods Hole Oceanographic Institution do M. I. T. em Boston. É licenciado e mestre em Medicina Veterinária. É professor de ciências naturais no ensino básico. Pedro Frazão apresentou uma moção sobre agricultura na IIª Convenção intitulada “Soberania Alimentar de Portugal” que foi aprovada por unanimidade por todos os congressistas. É colunista para o Observador e candidato a Presidente da Câmara de Santarém.

Marco António Gomes, professor de Matemática e Ciências da natureza, aficionado. Vive em Alter do Chão e tem 53 anos.

Desempenhou funções na Tauromaquia de cronista taurino, apoderado, empresário tauromáquico e diretor de corrida.

Frederico Santana, coordenador da Comissão Instaladora da Juventude Chega e membro da Comissão de Ética, é licenciado em Gestão de Recursos Humanos e frequentou o mestrado em Gestão Hoteleira. Atualmente exerce consultoria comercial na área da construção civil. A sua presença é essencial neste evento para jovens sendo um jovem que acredita e sabe que mais do que o futuro, a juventude é também o presente do nosso País.


Os jovens e a direita

Os novos influencers e os “donos” das redes sociais e da opinião pública demonstram que atualmente uma condição inerente à fase da juventude é a militância à esquerda. O mais frequente é jovens conservadores de direita, defensores de uma nação livre mas soberana, apaixonados pela tradição e pela cultura e com valores como a defesa da vida, da familia e da dignidade humana se sintam pressionados a mudarem as suas posições, ou a não as manifestarem, nomeadamente no contexto escolar e universitário. Quais serão os motivos? Haverá alguma corrente ideológica a que um jovem seja forçado a pertencer? Poderá um jovem, na socieade atual, ser jovem e simultaneamente de direita?

Orador: Rui Gonçalves

Rui Gonçalves, licenciado e mestre em arquitetura pela Universidade Moderna de Lisboa. É consultor e tem experiência autárquica, tendo sido Vereador na Câmara Municipal das Caldas da Rainha de Outubro de 2015 a Outubro de 2017 e candidato a presidente da mesma Câmara em 2017.

Vozes de mudança: A importância dos jovens na Política

Os dados e estatísticas demonstram um crescente desinteresse e alheamento dos jovens pela política, no geral. Os jovens de hoje em dia mobilizam-se em massa por causas, mas não traduzem, na sua maioria, esse desejo de mudança numa participação política ativa através do voto ou da militância partidária. Ainda assim, são o alvo de muitas campanhas dos partidos políticos em busca da sua atenção, fidelização e apoio. Mas afinal qual a importância do envolvimento dos jovens na Política? Que benefício traz a sua participação para a qualidade da democracia?

Orador: Iván Espinosa

Iván Espinosa de los Monteros é economista e porta-voz do grupo parlamentar e deputado no Congresso Espanhol pelo Partido VOX. Destacando também a sua vice-presidência e secretário adjunto das Relações Internacionais do Partido que mais tem crescido em Espanha.


Vozes de mudança: É possível cumprir Portugal?

Na Iª Academia Política de Verão refletimos sobre o paradigma português, identificando transversalmente todas as temáticas que impedem a afirmação de Portugal no mundo. Há décadas que ouvimos inúmeros políticos dizerem que é necessária a mudança, mas estes discursos não se têm traduzido em mudanças efetivas. Pelo contrário, vemos os protagonistas destes discursos, serem responsáveis por escândalos de corrupção, compadrio, conflitos de interesses, numa manifestação clara de ausência de qualidade e competência dos dirigentes políticos nacionais. É neste contexto de falta de respostas políticas que nasce o Partido CHEGA, que tem sido uma voz de ruptura, denunciando de forma descomplexada os poderes instalados e apresentando uma visão inovadora para Portugal. Mas afinal, será possível cumprir Portugal através deste projecto?

Orador: André Ventura          

André Ventura, presidente do CHEGA, é licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade NOVA de Lisboa e doutorado em Direito Público pela National University of Ireland.

Foi Inspetor na Autoridade Tributária e Aduaneira, Professor na Universidade Nova de Lisboa e na Universidade Autónoma de Lisboa, sendo igualmente consultor na área jurídico-tributária.

Foi dirigente distrital e nacional do PSD, tendo sido candidato a presidente da Câmara Municipal de Loures por este partido. Foi vereador na Câmara Municipal de Loures. Em 2018, André Ventura anunciou a renúncia ao mandato de Vereador e a desfiliação do PSD para construir uma nova força política, o CHEGA.

Eleito presidente da direção nacional do CHEGA, na Iª Convenção do partido, foi cabeça de lista às eleições legislativas de outubro de 2019, tendo sido eleito deputado pelo círculo de Lisboa. 

Restaurante S. Miguel
Av. da Republica 27, 2450-262 Nazaré