Na sua primeira intervenção como deputado do Chega, André Ventura acusou o Governo de não ter as prioridades certas e trouxe para o debate parlamentar a audição em tribunal do antigo primeiro-ministro José Sócrates.

Teve direito a mais um minuto do que o previsto no regulamento e aproveitou-o. André Ventura começou a sua intervenção, seguindo o tom de Rui Rio no ataque à dimensão de um Governo, que considerou “gordo”. E a defender o líder do PSD.

“Chamou o líder do PSD de populista. Não foi o dr. Rui Rio que foi populista”, considerou André Ventura, por o líder do PSD ter apontado o dedo ao ministro João Galamba a propósito do negócio da prospeção do lítio. “O senhor primeiro-ministro é que devia ter vindo aqui lamentar e não promover a primeiro-ministro quem liderou a negociata do lítio”, acusou Ventura.

Para o deputado do Chega, as prioridades do Governo no seu programa estão erradas. “Ainda hoje o tribunal de Contas voltou a apontar para a insustentabilidade da ADSE, mas nada temos sobre isto no governo”, atirou Ventura, acusando António Costa de estar mais preocupado com a “idade das touradas” do que no combate à corrupção. E foi nesse âmbito que Ventura levou José Sócrates para o centro do debate.

“Hoje é um dia especial. É um dia em que um ex-primeiro-ministro está a ser ouvido em tribunal por corrupção”, atirou André Ventura, criticando ainda a falta de soluções para acabar, por exemplo, com as situações de esquadras fechadas e com os suicídios nas forças de segurança.

in JN