AR chumba subsídio de risco para PSP e GNR: uns são filhos da mãe… outros de outra mãe

A Assembleia da República chumbou hoje a proposta do Chega que propunha a atribuição de um subsídio de risco para as Forças de Segurança (PSP e GNR) bem como para o Corpo de Guardas Prisionais, o SEF e a ASAE. A proposta for chumbada pelos deputados do PS, do BE e ainda pela deputada Joacine Moreira. 

Mais uma vez, um discriminação e um preconceito em relação às Forças de Segurança. Herdeiros das culturas esquerdistas dos anos 60, os deputados socialistas e bloquistas consideram, logo à partida, as Forças de Segurança como entidades “adversárias”. Um polícia representa a autoridade a abater… o que é que se há-de fazer?

Na sua “infantilidade” política esquecem-se que se não fossem as Forças de Segurança não andariam tão descansadamente nas ruas, nem as suas casas estavam tão comodamente guardadas… o que é que se há-de fazer? 

Infelizmente, as Forças de Segurança – aquelas que cumprem um dos primeiros desígnios da existência do Estado, precisamente a Segurança – ficarão sempre no fim da linha das forças políticas que dominam actualmente a Assembleia da República e a governação.

Os factos falam por si: ordenados baixos, zero de incentivos, falta de material, mesmo o mais básico, inclusivamente aquele mínimo necessário para que possam cumprir as missões. Nunca é demais relembrar: algumas dos materiais usados são comprados pelas Forças de Segurança do seu bolso. Ser Polícia ou GNR hoje em Portugal … é uma teimosia!

Mas, como se não bastasse, há ainda a coerência (falta dela, claro). Por que é que os elementos da PJ (e outras forças criminais) tem há anos direito a subsídio de riscos e a PSP e a GNR não? Não correm ambos os mesmos riscos (com índice de perigosidade acrescida até para os polícias e os guardas que andam nas ruas a “oferecer o peito às balas”)? 

Uns são filhos da mãe e os outros…. de outra mãe? 

Mais uma vez a AR aplicou a lei dos dois pesos duas medidas. Injusto!

O que é que as Forças de Segurança hão-de fazer mais para se fazerem ouvir e serem tratadas, no mínimo, de igual com outras entidades?

José Augusto Dias, Vice-Presidente do Chega para a Justiça e a Segurança