BUFFET POLÍTICO

António Costa, anunciou um pacote de medidas de apoio ao sector da restauração, dias depois de pessoas e associações se terem publicamente manifestado e de ter sido apresentado um projeto de resolução, na Assembleia da República reivindicando esses apoios.

Depois de medidas inconstitucionais, o 1º ministro foi à televisão dizer que ninguém seria castigado, que a polícia acompanharia as pessoas a casa, fora do recolher obrigatório, mas a PSP foi surpreendida por uma “Notificação”, esclarecendo que, em incumprimento, “será promovida a sua detenção nos termos legais”. 

António Costa mentiu aos portugueses, como em tantas outras vezes. Este governo toma decisões numa base diária, conforme corre o dia e dependendo da agenda mediática. Há alterações às leis para todos os gostos, vivemos um self-service de medidas para atirar areia para os olhos da população, em mais uma demonstração clara, da manifesta impreparação para lidar com a pandemia, para lidar com o ruir de um SNS negligenciado ao longo dos últimos anos, uma incompetência notória para liderar os destinos de uma nação, que nos está a empurrar para uma crise económica sem precedentes.

Passaram meses entre a 1º fase da pandemia e esta já vaticinada 2ªvaga, que fez o governo? Foi de férias. A negligência, a falta de preparação, de planeamento e sim, de competência, do executivo, são responsáveis pela situação atual.

A politica deve ter como objetivo proteger os cidadãos, fornecer as bases para uma qualidade de vida digna, mas para isto tem que haver capacidade para tomar as decisões certas nas alturas certas, política não é um buffet onde se serve o que momentaneamente dá mais jeito, são as vidas dos portugueses que estão em jogo.

Nuno Afonso, vice presidente do CHEGA