CARTA A MAMADOU BA

Caro Mamadou Ba, não nos conhecemos pessoalmente, sinceramente também não terei prazer nenhum que isso aconteça. Nasceu no Senegal, vá-se lá saber porquê, saíu do seu país e veio ter a Portugal, que como a todos, acolheu de braços abertos… É a prova provada que não podemos acolher toda a gente. Somos muito diferentes e não falo da cor, pois tenho amigos pretos, brancos, amarelos, de todas as raças e etnias, mas gente séria, que respeita o país onde está e respeita os seus valores e a sociedade. O senhor faz precisamente o contrário; trata mal os portugueses, ofende, chama racistas, inclusive às forças de segurança, chamou “bosta da bófia”, não fui eu que chamei nem ninguém do CHEGA, foi você! Seria engraçado ter feito o mesmo no país onde nasceu.

Entre 2009 e 2013, estes portugueses que maltrata, pagaram-lhe numa assessoria “esquisita” ao grupo municipal do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa, qualquer coisa como 191 mil euros… Coisa pouca, num país que a partir de 2011 esteve sob resgate financeiro e que vimos cortes de salários, pensões de pessoas que trabalharam e descontaram uma vida toda e as empresas com uma carga fiscal brutal. Mas nós, como monstros racistas demoníacos, pagámos esse valor, por uma assessoria. Tem razão que somos maus, no Senegal seria muito melhor tratado.

Como estava no BE e que para tapar o passado de muitos dos seus dirigentes ou até “papás” de quem têm muito orgulho de assaltos que fizeram, foi metido na Associação SOS Racismo… O racismo, esse bicho papão que existe em Portugal e que na vossa conversa gostam de chamar a todos os portugueses. Que fique bem claro, se os portugueses fossem racistas, estariam no nosso país gente de todas as nacionalidades, muitos deles integrados na sociedade e a pagarem impostos como qualquer português comum? Óbvio que não! Agora, o que somos contra, é aqueles que não querem fazer nada, que roubam, causam distúrbios, fogem ao fisco (aquele onde também tem ou já teve uma dívida fiscal) e que vivem do parasitismo da sociedade. Acho piada que inclusive, na passada quinta-feira, num programa da Antena 1, feito por três  estrangeiros que vivem em Portugal, eles tenham dito que a nossa polícia está cheia de elementos racistas e de extrema direita… ou seja, nós os “racistas portugueses” permitimos tudo isso, até que ofendam as nossas forças de segurança na rádio!

Mas voltando a si Mamadou, que ao contrário do que diz defender, tem sido um dos principais instigadores do racismo, do ódio entre pretos e brancos e melhor prova foi a conferência onde participou no sábado, intitulada “Racismo e Avanço do Discurso de Ódio no Mundo”, pois não há dúvida que foi (como gosta) personagem principal e onde afirmou claramente que “para nós evitarmos a morte social do sujeito político negro, é preciso matar o homem branco…”… Isto não é mais do que querer violência, odiar os brancos e criar desacatos, como já existem em muitos bairros de Lisboa e cercanias, a que não será talvez alheio o facto das últimas declarações suas, como dirigente da SOS Racismo.

Sabe Mamadou, vem de um país onde os direitos escasseiam, onde as mulheres são maltratadas e mortas diariamente às dezenas, onde as crianças são vítimas de abusos diários. Se não sabe Mamadou (devia saber), mais de 100.000 rapazes entre os 5 e os 15 anos continuam forçados à mendicidade, castigos físicos, abusos sexuais e negligência, segundo um relatório da organização Human Rights Watch. As crianças “talibé”; o nome deve soar-lhe; o que fez por elas? Zero…Zerinho!

No seu país, as raparigas são vítimas de exploração sexual, assédio e abuso nas escolas, por professores e funcionários… O que fez por elas? Zero…Zerinho!

No seu país, as mulheres são vítimas de estupro, violações bárbaras! O que fez por elas? Zero Mamadou, zero…!

Por isso não lhe admito, nem a si nem aos seus seguidores, que nos chame racistas nem instigue à violência, se somos assim um país tão mau, o regresso ao Senegal será um bom destino, porque lá poderá fazer alguma coisa pelas crianças “talibé”, as adolescentes ou as mulheres… Quando diz que somos racistas, olhe para o nosso parlamento e para o do Senegal e diga-me quantos brancos estão no parlamento do seu país…

Sou de um Distrito, Beja, onde vivemos dificuldades com a quantidade de migrantes que chegam diariamente, muitos para trabalhar, mas outros para receberem os 750 € da Segurança Social, sem regras, sem higiene, sem condições de vida, chegando a viver 15 num quarto. Nunca o ouvi insurgir contra isso, sabe porquê? Porque faz parte do sistema, porque lhe interessa que essas pessoas entrem no país, como se viessem colonizar-nos (uma palavra que gosta tanto), porque sabe que mais cedo ou mais tarde, vão querer impor-nos a sua religião, como aconteceu naquela igreja no Entroncamento.

Se, no futuro, Portugal se transformar num barril de pólvora e de violência, essa violência terá um nome e um rosto…Mamadou Ba!

PEDRO PINTO
Presidente da CPD de Beja do Partido CHEGA