Celebrações do 1º de Maio foram um “ultraje” e uma “infâmia”

O deputado único do CHEGA, André Ventura, critica o facto de as autoridades máximas do país terem autorizado a realização das celebrações do 1º de Maio que juntaram centenas de pessoas nas ruas.

Lembrando que aos portugueses era pedido, à data, que se mantivessem em casa, o presidente do CHEGA criticou, através de um voto de condenação, o facto de a central sindical CGTP ter sido autorizada a realizar os ditos eventos, tendo contado ainda com o apoio do PCP e de diversas autarquias que cederam transporte para as deslocações, contrariamente a todas as recomendações da Direcção-Geral de Saúde e do próprio Governo que, nesse mesmo fim-de-semana, havia decretado a proibição de sair do concelho de residência.

André Ventura considera que este foi um dos episódios mais lamentáveis da história da pandemia em Portugal, tendo sido ainda um ultraje e uma infâmia para a grande maioria dos portugueses privados de confraternizar com os seus entes queridos.

No voto que será discutido na Assembleia da República, o presidente do CHEGA lembra ainda que o “Estado de Emergência em que nos encontrávamos deveria ser incompatível com este tipo de incoerências e incongruências no comportamento dos órgãos de soberania do Estado, nomeadamente o Presidente da República e o Governo”.