CHEGA luta pelos agricultores enquanto o PCP se esconde

Uma das 17 propostas que o deputado e presidente de CHEGA apresentou para alterar o Orçamento Suplementar do Governo visava reforçar as verbas atribuídas à agricultura no âmbito do quadro plurianual de programação orçamental para os anos de 2020 a 2023.

A medida proposta por André Ventura implicava uma redução orçamental nas verbas destinadas aos órgãos de soberania, à governação e à representação externa, bem como à Cultura, com o intuito de aplicar essas verbas em áreas como a Educação (Ensino Básico e Secundário e Administração Escolar), a Agricultura e a Gestão da Dívida Pública.

Esta divisão de verbas tinha como objetivo preparar o país para uma eventual (e temida) segunda vaga da doença COVID-19 no último trimestre do ano.

Injetar mais financiamento na Educação poderia ajudar a prevenir situações como as que decorreram aquando do confinamento, em que tiveram de ser as autarquias a assumir o controlo da situação e a disponibilizarem material informático para que as aulas pudessem decorrer em casa sem que nenhum aluno saísse prejudicado por a sua família não ter os recursos necessários.

Também os pequenos empresários agrícolas de economia familiar viram-se a braços com dificuldades acrescidas, alguns até ainda mais prejudicados por episódios de mau tempo que destruíram as culturas que representavam a única esperança para fazer frente à crise provocada pela pandemia.

E no entanto, o PCP, que se diz o grande baluarte da defesa do mundo rural e da agricultura, absteve-se na votação, bem como o PSD, acabando a medida por ser chumbada com os votos contra do PS, do Bloco de Esquerda e do PAN.