CHEGA quer dinheiro comunitário nos Açores para salvar a região

Segundo notícias veiculadas um pouco por toda a imprensa nacional, muitos agricultores açorianos têm manifestado nas últimas semanas grande preocupação face à escassa aplicação prevista das verbas constantes do futuro orçamento comunitário de apoio na agricultura da região.

De resto, o próprio presidente da Federação Agrícola dos Açores (FAA) alertou para esta mesma realidade tendo inclusivamente salientado para a circunstância de que não só, mas também pela pandemia que nos assola, o rendimento dos agricultores continua “em baixa”.

É da maior importância que o Estado Central garanta que no próximo orçamento comunitário de apoio estejam devidamente alocados e especificados os valores que cirurgicamente são então capazes de alavancar todos os sectores produtivos da Região Autónoma dos Açores, garantindo, assim, a sua laboração.

O que poucas pessoas com responsabilidade no Governo Central sabem – ou fazem de conta que não sabem – é que, só no ano passado, a indústria açoriana de laticínios atingiu um volume de facturação de cerca de 307 milhões de euros e produziu cerca de 126 mil toneladas de leite e 34 mil toneladas de queijo.

Também a pecuária, que representa o sector de presença mais acentuada na economia da região e, portanto, na sustentabilidade e viabilidade da economia existente, na criação e manutenção de postos de trabalho e em consequência no bem-estar e qualidade de vida pessoas que o compõem, deve ser uma preocupação.

Depois de ouvir as preocupações dos responsáveis por esta região, o presidente do CHEGA decidiu que não se pode continuar a deixar o Arquipélago dos Açores para trás, comparativamente ao esforço de desenvolvimento que vai sendo feito no restante país e, por isso, submeteu, na Assembleia da República, um Projeto de Resolução em defesa do apoio à região açoriana.

No documento assinado pelo deputado André Ventura lê-se que o Governo deve reunir de imediato com os representantes dos sectores produtivos da região a fim de se inteirar das reais e mais urgentes necessidades a acautelar pelo Estado Central para que, feito este levantamento, promova um caderno prioritário de intervenção devidamente especificado por sector agrícola e produtivo.

Por fim, o CHEGA deixou ainda claro que o Governo Central tem de garantir que, no âmbito do quadro do futuro orçamento comunitário de apoio, sejam alocadas todas as verbas que, por sector, vão estar previstas para garantir a operacionalidade dos sectores envolvidos, a continuação da curva de crescimento que nos últimos anos vinha sendo registada nos Açores e a manutenção de todos os postos de trabalho envolvidos.