CHEGA quer saber se Grupo Montepio será “mais um ‘caso Novo Banco’”

Pergunta de André Ventura ao presidente da Assembleia da República pede medidas para evitar “nova catástrofe” no sistema financeiro português, com impacto nos contribuintes ou nos associados da mutualista.

O deputado único do Chega, André Ventura, quer saber se o Grupo Montepio “poderá vir a representar, para os contribuintes ou para os associados da associação mutualista, mais um caso ‘Novo Banco’” e, numa pergunta enviada ao presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, pretende saber que medidas estão a ser tomadas para evitar “mais esta catástrofe” no sistema financeiro português.

Referindo-se aos “sintomas de que algo de grave se passa no que concerne à verdadeira situação financeira do Grupo Montepio, com potencial risco para os contribuintes, para os associados do Montepio Geral ou para ambas as partes”, Ventura enumera “alertas e chamadas de atenção” nesse sentido. Nomeadamente declarações do ex-administrador do Montepio Almeida Serra, que disse estar preocupado com a hipótese de este se poder transformar no “BES do mutualismo”.

Segundo o deputado do Chega, a “boa saúde financeira” do Montepio Geral no início da década passada foi aproveitada para incluir na sua esfera os falidos Finibanco e Real Seguro, tendo a transferência de problemas do banco para a associação mutualista “provocado uma destruição de valor de cerca de 1,2 mil milhões de euros, entre 2011 e 2017”. Algo que, em sua opinião, se terá agravado desde então.