CHEGA Setúbal – na defesa dos munícipes

A ligação fluvial entre Seixal e Lisboa foi suspensa na segunda-feira (26 de Outubro), e assim permanecerá durante 45 dias, conforme informou a Transtejo, em comunicado, no dia 21 de Setembro.

As obras de melhoramento visam a realização da dragagem, a colocação de novas estacas e a substituição do pontão de embarque e desembarque de passageiros. O Chega reconhece a importância das mesmas para a garantia da qualidade dos serviços prestados e segurança dos utentes. Contudo, face a decisão de suspensão das ligações fluviais a Lisboa ser totalmente inaceitável e lesiva dos milhares de utentes diários, decidiu o presidente da comissão política Distrital de Setúbal do partido Chega, em conjunto com as concelhias de Seixal e Almada, interpor uma providência cautelar a requerer a suspensão imediata das obras.

Uma obra com esta envergadura requer um longo planeamento, neste sentido, não compreendemos que o aviso aos utentes tenha sido realizado apenas 5 dias antes do início dos trabalhos. O anúncio prévio poderia ter levado à apresentação de novas soluções por parte da sociedade civil e permitiria aos utentes a reorganização atempada das suas deslocações.

Consideramos ser insustentável qualquer alternativa de transporte com as actuais condições sanitárias.
O transtorno nos mais de 2000 utentes é evidente, visto que os 20 minutos habituais de deslocação se multiplicam agora por duas horas. É irresponsável sobrecarregar transportes já com grande afluência habitual, como é o caso dos Barcos de Cacilhas e dos Comboios da Fertagus e com isto afectar a dinâmica de toda a Área Metropolitana de Lisboa. A resposta da empresa de disponibilização de autocarros até Cacilhas, também aumenta o tráfico numa zona habitualmente confusa em hora de ponta.

A comissão política Distrital de Setúbal lamenta que as obras não tenham sido realizadas num período de menor afluência, como o Verão, e considera que haveria opções de não suspender o transporte de passageiros, mediante uma adaptação da Estação Fluvial do Seixal.

Estas obras constituem um potencial dano para a saúde pública e o período de realização é infeliz, na medida em que se verifica o aumento exponencial de casos diários, bem como o reforço de medidas restritivas à população por forma a evitar aglomerações e contágios.
A Transtejo, as Autoridades locais e o Governo não serão inocentes no que poderá acontecer, devido à falta de planeamento e alternativas sustentáveis para a saúde pública.

O Chega pretende estar também a nível local a lutar e a defender os interesses e a qualidade de vida dos seus munícipes.

Suspendam-se as obras, não a vida dos cidadãos do Seixal e Almada.

RITA MATIAS -Direcção Nacional