Coronavírus e o nacional porreirismo!

Seria risível… se não fosse dramático. A sensação de insegurança que as autoridades portuguesas transmitem na prevenção e combate do Coronavírus é de todos percetível. A sensação de incapacidade, de inoperacionalidade, de se estar permanentemente a correr atrás do prejuízo, de se montar encenações mais encenações para declarações solenes que se traduzem numa mão-cheia de nada…é a realidade. É, infelizmente, a realidade.

Quem chega aos nossos aeroportos fica surpreendido por não haver um único posto de controlo epidemiológico (ao contrário do que acontece nos outros aeroportos da Europa). Um único sequer. Nem que fosse um controlo aleatório. Nem que fosse um controlo a fingir…

Quem diz aeroportos diz portos marítimos, fronteiras, voos para países de risco e muitas outras situações, Lisboa continua a receber todos os dias cruzeiros turísticos. Sem também qualquer controlo, pois claro. Para espanto (para escândalo) de quem nos visita. 

Somos assim, uma porta aberta, uns porreiraços. Lá vamos fazendo, devagar, devagarinho e a parar.., o que vemos que os outros vão fazendo lá fora. Para não parecer mal. Somos um país europeu, caramba. Temos de aparentar que somos civilizados.

Quanto ao mais, confiamos na Providência Divina. Ou, por outras palavras, no nosso nacional porreirismo. Que Deus nos ajude!

José Augusto Dias, Vice-Presidente do CHEGA para a Justiça e a Segurança