Jaime Nogueira Pinto, Homem de Direita (3)

Eleições Presidenciais de 2021

O Meu Diário de Voto em André Ventura por Gabriel Mithá Ribeiro

Leia diariamente nesta página textos, excertos ou frases destinados a resgatar os portugueses da alienação mental imposta pelas elites jornalísticas, académicas, intelectuais, políticas ou artísticas de um regime falido. Contra ele, André Ventura e o CHEGA fazem germinar uma força moral e cívica imparável que fará nascer a IV República Portuguesa. 

 «O homem de direita, porque é mais um leitor de História do que um produtor ou auditor de Retórica, vê o processo de civilização não como um dado natural e adquirido, sincronizado com o andar dos tempos e o progresso das ciências e das técnicas, mas como uma conquista difícil, contínua, sem descanso; uma conquista em que os humanos vão forjando laços de solidariedade, aceitando e impondo hierarquias e disciplinas, mandando e obedecendo, sacrificando o imediato para capitalizar, pensando mais no passado e no futuro do que no presente. E também a memória comum das gerações, das suas vitórias e dos seus trabalhos, para erguer as muralhas que defenderam as cidades, para trocar os arados pelas espadas, para fazer das florestas, esquadras, para forjar do ferro os canhões e as lanças, para criar e impor as leis, deste e do outro lado dos oceanos. 

E que só depois de tudo isto – e também por isto – veio a civilização, no seu sentido de arte do bem viver, da vida boa (…). (…) 

Para o homem de direita não há predestinação nem garantias asseguradas, nos reinos deste mundo, desses valores que definem a civilização – o cosmos – e a separam da selva – do caos. (…) 

É por isso, também, que o homem de direita acredita na necessidade da ordem, das leis, das instituições, das regras de disciplina, na necessidade do Estado e do poder político, como ordenadores da vida social, como árbitros e garantes dessa ordem que nasce à volta dos homens integrados e identificados nos valores: como cidadãos de uma pátria; como membros de uma família; como criadores e como produtores; como sonhadores de outros mundos até. Mas nunca de um homem abstracto, categoria de bom selvagem adâmico e politicamente correcto a quem tudo é dado, devido e permitido e nada é exigido.» 

(Jaime Nogueira Pinto, A direita e as direitas, Lisboa, Bertrand Editora, 1995/2018, pp.75-77.) 

Gabriel Mithá Ribeiro
Vice-Presidente do CHEGA!