Lealdade a Portugal e aos portugueses exige-se sempre e em quaisquer circunstâncias!

Fazendo uma análise política dos últimos dias, considerando as eleições nos Açores, mas também a forma como o Governo socialista resolveu enfrentar a pandemia em Portugal, chegamos a conclusões extremamente curiosas, mas também altamente preocupantes no que à qualidade da democracia portuguesa dizem respeito.

Vamos por partes:

A gestão do rescaldo das eleições açorianas por parte do Partido CHEGA foi evidentemente feita com mestria, mas também com lealdade e transparência.

A possibilidade de retirar o Governo Socialista do arquipélago, com toda a conhecida gestão caseira para não dizer familiar que ao longo dos últimos 24 anos se foi instalando, era efectivamente um imperativo, mas também uma questão de imposição do regresso a uma normalidade moral que se havia perdido no tempo.

O CHEGA sentiu naturalmente a necessidade de o fazer, já que os partidos do chamado “Sistema” sentem na verdade o chamado a cair sempre nessa mesma tentação de alternadamente se saciarem e aos seus nesse “banquete” de cargos, favores e benefícios.

Por outro lado, é essencial entender que apesar do respeito absoluto pelas chamadas autonomias, Portugal é uno e assim, não podemos apartar os Açores do Continente como se de dois Estados se tratasse.

Desta forma, o momento era propício a exigir que o PSD enquanto maior partido da oposição, viesse finalmente a jogo garantir algumas questões essenciais à normalização da vida política em ambos territórios, necessitando clara e obviamente de apoios parlamentares para poder levar a cabo essa missão, tornando-se deste modo fundamental no tabuleiro deste “jogo” político a intervenção do Partido CHEGA e dos seus dois deputados eleitos.

A batalha foi dura mas o CHEGA saiu vitorioso e assim capaz de beneficiar os portugueses em geral e os açorianos em particular.

De notar que o CHEGA conseguiu tudo isto sem se vender por lugares, já que não entrou directamente no Governo, ficando deste modo com a sua independência face aos restantes partidos envolvidos, absolutamente intacta!

António Costa, “ferido de asa” pelo acontecido, excedeu-se e mostrou a sua costela bem autoritariamente socialista – para não adjectivar de forma mais dura – e proferiu palavras sobre o CHEGA que soaram aos mais esclarecidos, a uma injustiça atroz!

Disse este que o CHEGA era um partido xenófobo, que nunca poderia ser normalizado em democracia, dando assim ele próprio um sinal claramente antidemocrático, desautorizando mesmo o Tribunal Constitucional!

Nós sabemos que sempre se tenta que uma mentira dita muitas vezes seja aos poucos vista como uma verdade absoluta (técnica utilizada pelo Sistema nas suas mais distintas vertentes contra o CHEGA ), porém a realidade é que essa mentira não passa na verdade disso mesmo e um Primeiro Ministro deve ter uma capacidade institucional de se abster destas formas menos honestas e credíveis de estar em política.

O Partido CHEGA tem no conjunto dos seus dirigentes nacionais e locais, pessoas oriundas de paises como o Brasil ou Moçambique, e de diversas étnias, a provar aliás a falsidade de tais afirmações.

Lutamos por convicção a favor ou contra factos exclusivamente políticos no respeito pela pluralidade democrática e nunca contra pessoas ou grupos especificamente pela sua raça, etnia ou país de origem.

Estes adjectivos que a esquerda e a extrema esquerda nos tentam colar, efectivamente não funcionam!

Mas há mais!
Somos na verdade um partido de efectiva e não envergonhada direita, conservadora nos usos e liberal na economia, que por si só é sinónimo de um emagrecimento do Estado e assim impossível de ser conotada com quaisquer ideologias fascistas às quais nos tentam ligar.  É absolutamente antagónico!
Não colhe!

É assim exigível por parte do Sistema que sejam tão leais e transparentes nesta luta, como o CHEGA se tem demonstrado nas suas diferenças com o Sistema!
Lealdade é a palavra!

Até na guerra os adversários têm códigos de conduta que não podem, não devem ser ultrapassados a bem da honestidade, da transparência, mas essencialmente da lealdade para com as partes.
É um justo imperativo de consciência ao qual não deveria ter de apelar, por acima de tudo e de todos estar Portugal e o nobre Povo deste nosso país!

Por último uma palavra em relação ao combate à pandemia:
A abstenção do CHEGA na questão do Estado de Emergência é parte da crença de que o Estado necessita de condições para combater esta situação que nos fustiga.
Não a negamos, mas também não a sobrevalorizamos!

Contudo, como abstenção que é, não foi uma “carta branca” para o abuso estatal sobre as pessoas, o seu trabalho, o seu empreendedorismo ou o seu património!

Sentimos que isso está a acontecer e iremos combater por todas as vias necessárias e ao nosso alcance, pois para defender e proteger as pessoas e o SNS da pandemia não se tem necessariamente de as transformar em fantoches vazios de si próprios, sem condições de vida e de subsistência fazendo destas dependentes absolutas do Estado.
É perverso!

Não permitiremos!

Ricardo Regalla Dias Pinto
Director Nacional
Partido CHEGA!