Mais 2.000 a viver à nossa custa!

O PS (com os seus amigos de esquerda) aprovou no Parlamento a libertação de cerca de 2.000 reclusos em fim de pena. É uma pena, uma oportunidade perdida não se aproveitar estes 2.000 reclusos para trabalhos em favor da comunidade. O que seria, isso sim, uma medida meritória e até didática (para esses reclusos).

Na verdade, o PS aproveitou o pretexto da pandemia para, libertando estes 2.000 reclusos, aliviar as prisões da superpopulação prisional que existe em Portugal. E foi – como é usual, aliás – pelo mais fácil:

libertam-se, grosso modo, os presos a menos de 2 anos do fim do cumprimento da pena e concede-lhes até um subsídio de reinserção social para se ambientarem.

Aparentemente, é uma medida correcta e simpática. Que pode ser defendida até do ponto de vista economicista:

poupa-se nas despesas desses detidos nas prisões, canaliza-se a verba para o tal subsídio de reinserção social. 

Mas analisemos mais atentamente: libertar estes 2.000 detidos e dar-lhes o referido subsídio vai, em primeiro lugar, fomentar ainda mais a mentalidade de subsídio-dependência que existe em certas faixas da população. Em segundo lugar desincentiva-se a procura de um meio de subsistência, já que o subsídio está garantido. E em terceiro lugar, faz desenvolver no pensamento do ex-recluso que lhe foi perdoada a pena e que deixou assim de ter obrigações para com a sociedade que prejudicou.

Mais certo seria aproveitar a força de trabalho desses 2.000 ex-reclusos e, sob vigilância, empregá-los nos numerosos trabalhos a favor da comunidade que carecem tanto desta mão-de-obra. 

Por exemplo, limpar florestas, arranjar estradas, ajudar nos hospitais, nas escolas, etc., etc., etc. Não teriam a sensação de terem sido perdoados cumprindo o resto da pena em trabalhos a favor da comunidade. E até poderiam receber o tal subsídio de reinserção social, mas a troco de trabalho efectivo.

Seria uma medida útil, didática, assertiva.

Assim não, são mais 2.000 a viverem a nossa custa… para coçar a barriga. Uma estupidez!

O Vice-Presidente, José Augusto Dias, com as áreas da segurança e justiça