Mariana Mortágua – A voz da estupidez

Com que saudades já andava eu de ler algumas belas calinadas ditas por Mariana Mortágua que, desde há anos a esta parte apoquenta a alma dos mortais com as suas utopias miserabilistas e recalcadas face a qualquer crise existencial que só a ela afecta mas que, pelos vistos, todos temos de aturar.

Mariana Mortágua lembra-me uma espécie de micose política que pese embora nalgumas alturas do ano possa aliviar a comichão volta a qualquer momento para nos lembrar a todos que continua viva.

Pois que esta semana escreveu no JN um artigo intitulado “Ventura, a voz do dono” no qual uma vez mais voltou a sibilar algumas das suas mais velhas e ridículas confusões, numa prosa sofrível em que, além de um desconhecimento do país real, demonstra também, como é seu apanágio, uma grotesca falta de finura pessoal.

Certamente por isso mesmo estou convicto de que, se ao seu artigo deu o título supramencionado, não vai levar a mal que eu o adapte ao meu. Vamos lá então, uma vez mais, contra-argumentar a voz da estupidez. 

Considera a parlamentar que a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres em Portugal é enorme e que há muitas pessoas que ganham num mês o que outros auferem ao fim de três anos de trabalho. 

Sobre isto duas considerações: a primeira para dizer que qualquer pessoa sabe o que a parlamentar disse. O que se espera dos parlamentares são soluções, coisa que a própria não tem. A segunda para dizer que a própria Mariana Mortágua para aquilo que produz é capaz de estar também a ganhar dinheiro a mais, muito mais que muitos outros que muito mais trabalham e contribuem para o país que ela. 

Diz ainda que, para um jovem, o vencimento esmagadoramente existente é de mil euros e ao dizê-lo, esta é mais uma demonstração de que, como política, é assim uma espécie de lunática alheada da realidade na medida em que dentro do pouco que são mil euros, muito menos mau seria se a maioria dos jovens portugueses licenciados os auferissem. Aliás: licenciados, mestres e doutorados.

Mas não auferem, infelizmente. Auferem bem menos. E auferem bem menos em grande medida porque o Bloco de Esquerda persegue os patrões com impostos. Ora, os patrões para pagarem mais impostos não têm também dinheiro para pagar mais aos funcionários. É simples, mas como Mariana Mortágua, que se saiba, nunca fez nada na vida além de deputada não sabe o que ela custa.

Seguidamente, e no que diz respeito a finanças e economia, é uma vez mais um megafone de estupidezes e má-fé. Se assim não fosse perceberia muito bem que a proposta do CHEGA quanto a impostos nada tem que ver com aquilo que escreveu no JN. 

Os impostos para ser justos não têm necessariamente de ser progressivos, quanto mais não seja porque esta alteração prevê para os escalões mais baixos de rendimento uma isenção de tributação. Mais uma vez o que eu pergunto é: Como é possível alguém politicamente tão impreparado, tão fraquinho e tão medíocre ser deputada de um país, meu Deus?

O CHEGA não quer acabar com o modelo de Estado Social. O CHEGA quer ser obreiro de um modelo de Estado Social justo para todos. Justo e sem palas nos olhos tal como a esquerda gosta de utilizar face a determinadas matérias.

Diz a voz da estupidez face à contrapartida de pagar impostos que e, cito: “A todos é dada, em troca, a segurança de saber que terão acesso a cuidados de saúde, escola para os filhos e apoio social em caso de necessidade. Parece pouco?” 

Ó Mariana, vergonha na cara não? Mas acha que os portugueses têm hoje garantidas quaisquer uma destas rubricas na mesma dimensão dos impostos que pagam? 

E só para terminar mais duas correcções: a primeira, para aclarar que o plano do CHEGA não é beneficiar os mais ricos face aos mais pobres. O primeiro grande plano do CHEGA é acabar politicamente com aqueles que em vez de se preocuparem em acabar com a pobreza, o que querem é acabar com a riqueza, que é como quem diz as pessoas como a senhora. 

A segunda para esclarecê-la que André Ventura não é advogado. É jurista. Cultive-se e informe-se que sinceramente viver uma vida inteira nesse estado de estagnação política em que se encontra deve ser muitíssimo triste, de resto só condizente com o miserabilismo a que as forças de esquerda e extrema esquerda como o BE querem submeter todos os portugueses.

Rodrigo Alves Taxa

Assessor jurídico do gabinete parlamentar do Partido CHEGA