Morte no Campo Grande: onde estava a Polícia?

Um jovem engenheiro, de apenas 24 anos, foi morto à facada na zona do Campo Grande, em Lisboa. Cometeu o erro de resistir a três assaltantes que não lhe perdoaram a ousadia, desferindo-lhe, exatamente, três facadas mortais. A pergunta que se impõe é: onde estava a Polícia?
Um jovem engenheiro recém-formado, a iniciar a sua vida profissional, pleno de esperanças e projectos, foi morto à facada por três assaltantes numa zona civilizadíssima da cidade, cheia de equipamentos sociais e frequentada por jovens universitários e famílias. Onde estava a Polícia?
Um jovem engenheiro foi morto à facada… banal? Infelizmente – e cada vez mais – banal!
Onde estava a Polícia? A Polícia talvez estivesse na esquadra, não por vontade dos agentes, mas porque os carros-patrulha estavam avariados. Ou porque não havia sequer dinheiro para o combustível. Ou porque as balas estavam restritas…
É esta a realidade que as autoridades políticas recusam-se a encarar. A verba destinada às Forças de Segurança, inscrita no Orçamento de Estado para 2020, é praticamente igual à do ano findo: cerca de 800 milhões para a PSP, um pouco mais para a GNR. Na verdade, há um aumento de 10 milhões… que não chega sequer para os encargos previstos das promoções e afins.
Mas há verba para continuar a suportar um contigente de 7.000 efectivos da GNR na cidade de Lisboa… onde a GNR não faz serviço. São 7.000 guardas, homens e mulheres, distribuídos pela Presidência da República (Palácio de Belém), Assembleia da República (Palácio de S. Bento) e Ministério dos Negócios Estrangeiros (Palácio das Necessidades) onde prestam serviços, essencialmente, decorativos! Para isso há dinheiro!
A morte do jovem engenheiro de 24 anos aconteceu mesmo junto ao McDonald’s do Campo Grande. Uma zona isolada? Não, uma zona intensamente frequentada por jovens universitários que utilizam os espaços do Centro Caleidoscópio (onde o McDonald’s se integra) para estudarem e conviverem. Um acaso fortuito? Não, há um ano que os jovens universitários frequentadores da zona se queixam, precisamente, de assaltos perpetrados por um grupo de três jovens com facas. Queixam-se há um ano!
O jovem engenheiro, que, acabado o curso de Informática, começara recentemente a trabalhar, tinha nome: chamava-se Pedro Fonseca e era filho de um inspector reformado da PJ. Para o Pedro… a Polícia chegou demasiado tarde!

José Augusto Dias, Vice-Presidente do Partido Chega para as áreas da Justiça e da Segurança