Multiculturalismo

Eleições Presidenciais de 2021

O Meu Diário de Voto em André Ventura por Gabriel Mithá Ribeiro

Leia diariamente nesta página textos, excertos ou frases destinados a resgatar os portugueses da alienação mental imposta pelas elites jornalísticas, académicas, intelectuais, políticas ou artísticas de um regime falido. Contra ele, André Ventura e o CHEGA fazem germinar uma força moral e cívica imparável que fará nascer a IV República Portuguesa. 

«Assim que distinguirmos raça e cultura, está aberto o caminho ao reconhecimento de que nem todas as culturas são igualmente admiráveis e de que nem todas as culturas podem existir confortavelmente lado a lado. Negá-lo é renunciar à própria possibilidade de julgamento moral e, portanto, negar a experiência fundamental da comunidade. (…)

É a cultura, não a natureza, que diz a uma família que a filha se apaixonou fora do círculo permitido tem de ser morta, que as raparigas devem ser submetidas à mutilação genital se querem ser respeitáveis, que o infiel tem de ser eliminado quando Alá o ordena. Podemos ler acerca destas coisas e pensar que pertencem à pré-história do nosso mundo. Mas quando, de súbito, estão a acontecer no meio de nós, estamos aptos a acordar para a verdade sobre a cultura que as defende. Estamos aptos a dizer, esta não é a nossa cultura e não tem o direito de estar aqui. E seremos provavelmente tentados a passar à fase seguinte, a fase a que o iluminismo naturalmente convida, e dizer que não tem o direito de estar em parte nenhuma. (…)

A nossa classe política reconheceu por fim que isto é uma receita para o desastre, e que só podemos acolher os imigrantes se os acolhermos no seio da nossa cultura, e não ao lado ou contra ela. Mas isso significa dizer-lhes que aceitem regras, costumes e procedimentos que podem ser alheios ao seu antigo modo de vida. É uma injustiça? Não me parece que seja. Se os imigrantes vêm é porque ganham alguma coisa com isso. É, por conseguinte, razoável lembrá- los de que há um custo. Só agora, no entanto, a nossa classe política está preparada para o dizer e para insistir que o custo seja pago.»

Roger Scruton (2018/2014), Como ser um conservador, trad. Maria João Madeira, Lisboa, Guerra & Paz, pp. 125 e 127.

Gabriel Mithá Ribeiro 
Vice-Presidente do CHEGA!