Não nos vão calar!

André Ventura, chegou, apontou o dedo a todos os integrantes deste golpe palaciano e virou-lhes as costas em protesto, retirando-se desta farsa.

Os Votos são das poucas ferramentas parlamentares ao dispor dos DURP (Deputados Únicos Representantes de Partido) e também isso querem retirar.
Que sentido fará a estes iluminados pensadores, que um deputado, que apenas pode estar presente em três das catorze comissões, apresente um Voto que vá posteriormente ser votado numa comissão onde não está presente? Vão convidá-lo para essa Comissão para votar apenas um Voto? E se essa Comissão decorrer, como acontece tantas vezes, em simultâneo com uma das “suas Comissões”? Sai para ir votar na sala ao fundo do corredor, ou na sala dois pisos acima, onde nem tem lugar sentado à mesa da mesma? Tudo isto é de um tal surrealismo que não lembraria ao próprio André Breton. Surreal, mas facilmente desmascarável.

Há que dizê-lo, o PAN foi aqui o único a manter alguma coerência, o seu deputado André Silva beneficiou na Legislatura transacta, da benevolência do sistema, fruto obviamente da falta de capacidade do Partido para se impor e da sua, por demais evidente, limitação programática.
O PSD, que aqui pela voz do deputado Pedro Rodrigues, se mostrou tão crítico, está com medo, continuarão neste mais do mesmo e a ver o CHEGA crescer e receber muitos dos seus apoiantes que não se revêm na sua actual colagem ao PS.

O Iniciativa Liberal, na sua manifesta incapacidade de apresentar seja o que for, tenta aqui fazer uma aproximação a um PS que de democrata tem pouco e tem até no seu Presidente da Assembleia da República um dos  mais acérrimos militantes anti-CHEGA, que já disse de forma boçal que “isto tem que ser travado”. O Iniciativa Liberal está perdido, se dúvidas houvesse, fica aqui demonstrado que é também um partido colado a esta esquerda bafienta do politicamente correcto, que nem se incomodam em apresentar uma proposta que a si próprios diminui e castra, numa tentativa de acarinhar o partido do governo nesta espécie de “aliança” procurando daí eventualmente retirar dividendos, uma estratégia que seguramente lhes sairá cara.

O Livre, foi na onda das esquerdas, óbviamente, na realidade o Livre não entende sequer como ali foi parar nem tão pouco o que ali está a fazer. A deputada, já prevendo que nem o seu próprio partido acredita nela, manifesta-se aqui contra os direitos dos DURP, mas defendendo simultaneamente mais direitos para os deputados sem partido.

Este é apenas mais um de tantos ataques ao CHEGA e a André Ventura, e leva esta legislatura apenas três meses. Já foram tantas as tentativas de silenciar a única voz que defende o povo que trabalha para pagar impostos e sobreviver, no parlamento, o único deputado com coragem para apontar o dedo a este clima ditatorial, que não tem pejo em se unir para silenciar a voz que deixa a nú, os jogos de poder deste sistema bafiento instalado há mais de 40 anos no poder. Nunca antes, nestes 45 anos de democracia, se tinha discutido a limitação do uso da figura dos votos e, logo agora que a voz incómoda do CHEGA, com apenas quatro meses de existência, entrou no parlamento, tentam limitar os direitos dos deputados e o debate político com a absurda justificação de falta de tempo para tratar destas matérias. Falta de tempo, meus senhores,… e senhoras!

A resposta a este ultraje, tem-na o povo; “vai trabalhar, malandro”!

Nuno Afonso
Vice-Presidente Partido CHEGA