O presidente do Chega, e cabeça de lista por Lisboa, participou no Pitch Eleitoral da VISÃO, no qual os candidatos das forças sem assento parlamentar explicam aos portugueses por que devem dar-lhes uma primeira oportunidade.

Nem extrema-direita nem extrema-esquerda. André Ventura é, afinal, o rosto do “anti-sistema” – é essa a narrativa do ex-social-democrata para estas legislativas. No programa com que se apresenta a eleições, Ventura propõe a deportação imediata de imigrantes ilegais – independentemente das condições em que tenham entrado em Portugal -, restrições no acesso à saúde e à habitação e um cadastro racial. Mas não é perseguição, garante. “Tenho uma obsessão com quem insiste em viver à custa dos outros e viver à margem do Estado de direito”, explica.

A comunidade cigana volta a estar no centro do discurso do cabeça-de-lista do Chega às legislativas de 6 de outubro. “Saber quem são e onde estão as minorias era uma mais-valia para o país”, diz, ao mesmo tempo que considera “importante conhecermos os problemas étnicos do país”.

No capítulo da Saúde, o Chega defende no seu programa que devem passar a ser pagas as “intervenções cirúrgicas não relacionadas com a saúde, como mudanças de sexo e aborto”, exceto – neste último caso, quando estejam em causa violações, má formação do feto ou quando a vida da mulher esteja em perigo. “O dinheiro dos contribuintes não pode ser gasto em leviandades”, justifica.

O Pitch Eleitoral da VISÃO é uma rubrica em vídeo em que os candidatos dos partidos sem assento parlamentar explicam por que devem ser eleitos numa entrevista cronometrada, de dez minutos, com mais um de tolerância para concluírem a sua ideia.