Assistimos, nos dias que correm, a um claro renascimento de uma Escola de Pensamento, que se encontra enraizada num “sistema” onde as influências se estendem desde um aparelho de Estado, tomado por uma geração de seus representantes, até a um modelo de ensino (desde as escolas primárias, até á generalidade das Universidades), onde se visam objectivos bem concretos: a destruição dos alicerces, Valores e Princípios, em que se suporta a Civilização Ocidental, perante o colapso de uma “luta de classes” que deixou de fazer sentido, nos cânones, paradigmas e dogmas, tradicionais do marxismo-leninismo, para ser substituída por outros “meios de luta” com o mesmo propósito – as sucessivas e galopantes (ditas) “causas fracturantes” e a “Ideologia do Género”.

A influência das teses do chamado “Marxismo Cultural” está a afirmar-se e a sedimentar os seus paradigmas, mitos e dogmas, que se impuseram com o dominante discurso e ideário “politicamente correcto”.
Mais por força das chamadas “causas e políticas fracturantes” (que se propagandeiam, com vista a derrubar, por dentro – já que não é possível recorrer aos exércitos imperiais soviéticos – o “sistema capitalista”): as causas do “aborto”, do “casamento gay”, da “adopção de crianças por homossexuais”, as “políticas dos (ditos) refugiados”, da “eutanásia”, entre outras, mais ou menos mediáticas, são, de facto, “temas” dogmáticos em que é possível identificar uma miscigenação dos “velhos” cânones keynesianos, àquilo a que se veio a designar por “Marxismo Cultural” (também conhecida como “Teoria Crítica”, que conheceu como seus percursores os filósofos que fundaram a chamada “Escola de Frankfurt” e que, hoje, se reafirmam nos movimentos baseados no “Politicamente Correto” e no “Multiculturalismo”).
Depois do seu período áureo, entre os anos 1930 e 1968, quando um grupo de autointitulados “intelectuais” e filósofos se uniu para criar uma escola de pensamento que tinha como foco essencial a destruição da Civilização Ocidental e tudo o que ela representa (inclusive seu sistema económico baseado no Capitalismo e na Economia de Mercado), as suas teses surgem agora “ressuscitadas” na forma das tais “causas fracturantes”, que tanto “apaixonam” os tais “idiotas úteis” e motivam os seus censórios mentores.
Inspirados em Max Horkheimer, um filósofo alemão, apresentado com um dos fundadores da “Escola de Frankfurt” e da chamada “Teoria Crítica da Sociedade”, a par de Jürgen Habermas, Theodor W. Adorno, Herbert Marcuse e Erich Fromm, que integraram o “Instituto para Pesquisa Social”, cujas teses têm moldado o pensamento cultural do Ocidente como um todo, e da Alemanha em particular, são hoje muitos os (atrás referenciados como “idiotas úteis” e “charlatães do Jihadismo”) que protagonizam o ideário que visa “libertar os seres humanos das circunstâncias que os escravizam”, criando uma plataforma teórica e ideológica para uma (que apelidam como) “revolução cultural”. Sendo a “cultura” o que “forma os fundamentos que modelam a mentalidade e a visão política das pessoas (…) alterando-se a cultura, altera-se a mentalidade e a visão política das pessoas”.
Sendo certo que, para alterar a “cultura”, é imprescindível o controlo da linguagem e das ideias, tal “revolução cultural” tem passado, estrategicamente, por fazer infiltrar os seus adeptos e os “idiotas úteis”, seus seguidores, nos canais institucionais e comunicacionais, mormente na educação, básica e universitária, e claramente, nos media. Afinal a proclamada “politização da lógica” que Horkheimer sustentava ao declarar que “a lógica não é independente de conteúdo”, para defender que um argumento é lógico se comportar como objetivo “destruir as bases culturais tradicionais da Civilização Ocidental”, sendo “ilógico se tiver como objetivo de defendê-las” – afinal, o mais singelo pilar do “politicamente correto”, em que o debate aberto e sem censura é vituperado como sendo algo subversivo e inflamatório, ao gerar discórdias e dúvidas, pontos de vista diferentes dos que se vão afirmando em torno das tais “causas fracturantes”, que se vão paulatinamente impondo, à revelia de uma sua análise crítica que questione a sua pretendida uniformidade (e hegemonia) “intelectual”. 
Em síntese, o que está em causa?
Com o surgimento, na Grã-Bretanha, do chamado “socialismo Fabiano” (uma forma de “comunismo light”, os primeiros sinais, começaram a se revelar pela via fiscal, com uma tributação gradual da população, com imposição de cada vez mais asfixiantes taxas progressivas de impostos, sob a retórica do “bem-estar colectivo” e da denunciada “miragem” da chamada “justiça social” e do dito “Estado Social” – chavões sem qualquer sentido ou real tradução prática, usados como meros instrumentos de propaganda populista, demagógica e hipócrita, para justifica a ascensão da “social-democracia” e da Gramsciana “substituição da luta armada pela tomada do poder pela hegemonia cultural”.
Para tanto, e para consolidação de tal almejada “hegemonia”, importaria promover, desde logo, o controle “social” dos mainstream media, das escolas e das instituições religiosas, visando: a destruição dos valores morais para afirmarem a necessidade de uma crescente intervenção do Estado; a deturpação dos valores transcendentes e da família como método de poder; afirmar a “Teoria Crítica”, como cavalo-de-Troia para a desconstrução dos valores civilizacionais ocidentais, dos conceitos em si constituídos; a utilização ideológica de um discurso “politicamente correto” – com a criação de verdadeiros polícias do pensamento (os novos Censores) – para a relativização dos valores morais e se afirmar a inexistência do “certo” ou “errado”.
Para tanto, como afirmava Herbert Marcuse (1998 – 1979), impunha-se impor uma metodologia de vitimização das minorias (“os criminosos são uma vítima da sociedade”; as “minorias” – étnicas ou sexuais – inocentes objectos de rejeição de uma “integração social”, que nunca desejaram, mas de que os nativos heterossexuais caucasianos são “responsáveis”). Por outro lado, a invenção de uma “Ideologia de género”, para a negação da biologia, suplantada por uma concepção do “género” como uma “construção social” e pela libertinagem como método político contra o conservadorismo, visando a conquista do Poder e o progressivo enfraquecimento das instituições em que se alicerçam as livres sociedades mercantis.
Com que meios? Saul Alinsky (1909 – 1792), esclareceu: o uso revolucionário (e degradação/adulteração) dos movimentos feministas originários; a desinformação e as “Fake News” como estratégia de distorção da informação “para o bem do povo”; a instrumentalização dos “movimentos ambientalistas” (a pretexto das falácias em torno das “alterações climáticas” e do “aquecimento global”, usadas como instrumentos muito pouco “científicos”), mas largamente financiados pela cada vez menos “ONU”, que se revela como mais um dos principais mentores de uma estratégia globalista; o “Niilismo político (pelo qual tudo vale para chegar ao poder, mesmo que sem valores ou regras), difamando os adversários com uma cada vez mais notória ladainha (são todos “fascistas, racistas, xenófobos, islamofóbicos, misóginos, homofóbicos, etc.”, todos encostados à “deplorável extrema-direita”, quase como uma cantada “lengalenga”, ode aqueles e outos epítetos e anátemas são usados para etiquetar e adjectivar quem ousa pensar, escrever ou falar “fora-da-caixa”), fomentando e subsidiando as diversas minorias, para capitalizar votos em seu favore financiando a criação das chamadas “ONG’s”, como suporte político e económico para a conquista do poder, por parte das “elites2 que se albergam em torno de George Soros e outros ”filantropos” que se converteram do nazismo a estas novas “causa fracturantes”, para manterem vivo o seu antissemitismo.
Para estas elites “bem-pensantes”, a “Escola de Frankfurt”, a sua “Teoria Crítica da Sociedade” é a “teoria da verdade”. A filosofia ocidental, de Santo Tomás de Aquino a Kant, passando por Hegel, Fichte, Schellin e Goethe, é “caduca”, descartável e deveria ser substituída pelas regras próprias e dogmáticas do seu “pensamento politicamente correcto”, rejeitando qualquer defesa conceituada do Iluminismo Ocidental ou da Cultura Judaico-Cristã (que representa, para os “frankfurtianos”, o “ressurgimento institucional da filosofia pagã, (…) assente na mera ficção que Deus representa”). No seu âmago o “homem, na condição de mamífero, é um mero produto da natureza, destituído de qualquer espiritualidade, (…) e conduzido, na sua existência, pelos seus básicos e primitivos instintos e guiado pelas suas necessidades básicas”.
Sem espaço para o livre arbítrio, sem capacidade de julgamento crítico e sem a capacidade de distinguir o certo do errado, sem presciência e sem racionalização, o homem mais não é que “um produto da sociedade, que molda a sua mente e o seu espírito, determinados e moldados pelo mundo material (…) com vulnerabilidade aos factores externos, a mente humana é frágil e manipulável (pelo que) o homem não pode ser responsabilizado por suas próprias decisões” – uma tese que, para quem é advogado e participa em processo penal, vê consagrada em muitos diplomas legais e decisões judiciais que visam a “descriminalização do crime”. Seguindo Habermas, “dado que o homem é um produto da sociedade, é inevitável que ele ceda aos seus impulsos primitivos e às suas tendências criminosas, uma vez que ele foi criado sob o jugo da violência estrutural de um sistema capitalista criminoso”, pelo que “há que extirpar a humanidade da espiritualidade, e ao destruir os bens materiais criados pelo capitalismo que rodeiam os seres humanos, o homem viverá livremente, sem o sentimento de responsabilidade e sem o fardo de sua própria consciência (…) para ser possível haver igualdade sem justiça”: uma dialética em que a Liberdade é a tese e a Justiça a antítese.
Para a “Escola de Frankfurt”, relevando a “importância estratégica do controlo da educação pelo Estado”, “todos os defeitos da humanidade começam com a família (…) a primeira e primordial entidade moral com que nos confrontamos (…). Uma entidade que cria os seus filhos de uma maneira autoritária, que gera adultos submissos, obedientes e dependentes do sistema capitalista” – um controlo que deve ser cometido ao Estado e à “educação pública”. Citando Lew Rockwell, “se toda a propaganda governamental inculcada nas salas de aula conseguir criar raízes nas crianças à medida que elas crescem e se tornam adultas, estas crianças não serão uma ameaça“; já Theodor Adorno, outro membro original da “Escola de Frankfurt”, escrevia, no seu opusculo “A Personalidade Autoritária”, descrevendo o que qualificava como “fenómenos patológicos”: “a paternidade, como o orgulho individual do indivíduo; o cristianismo como a adesão aos papéis sexuais tradicionais e às atitudes tradicionais em relação ao sexo e o amor de alguém pela sua pátria”.
Esta qualificação como “patologias” acabou por vingar, também, na eleição dos famosos anátemas e estigmas que vão proliferando para menorizar os que ousam “sair da caixa”. Ao se definirem opiniões e padrões de vida como “patologias”, só porque não estão de acordo com os seus próprios fins políticos é outra das características deste “Marxismo Cultural”. Quem não se transforma em “idiota útil” é, logo, um “fascista, xenófobo, racista e islamofóbico”… Visões diferentes são, imediatamente, descritas como “medos irracionais” ou “fobias”.
Por exemplo, uma pessoa que se sinta desconfortável por viver numa determinada comunidade, bairro ou “No-Go-zone”, dominada por imigrantes muçulmanos, em que se encontra em minoria, fica rotulada como “islamofóbica” (visto que o desejo de residir entre pessoas que a respeitam, como tal, de um ponto de vista cultural ou étnico, é algo “detestável” e “patologicamente fóbico”, tal como uma jovem rapariga ou mulher que ouse trajar uma minissaia ou um decote, não pode, pois “sabe que será objecto de assédio ou abusos sexuais por despertar a reprimida líbido dos muçulmanos”).
Porém, quando muçulmanos paquistaneses ou (ditos) “refugiados”, que vivam, por exemplo, na Grã-Bretanha, na Bélgica, na Suécia, na Holanda, em França ou na Alemanha, demonstram preferência por optar não se integrarem ou coabitarem com as comunidades locais, ou fora do seu “grupo religioso ou cultural”, convertendo bairros inteiros de uma qualquer vila ou cidade, num “mini Paquistão” ou numa “nova Bagdad”, já nada é “detestável”, nem há “fobia” ou “racismo”… apenas “multiculturalismo”.
Reconheça-se: uma estratégia que obteve um sucesso quase absoluto, tal como os chavões “justiça social”, “progressismo” e “multiculturalismo”, tão em voga em todos os discursos políticos, de todos os quadrantes políticos, para que “saiam bem na fotografia” e se possam proferir nos “cafés”, para se “ficar bem visto” e não ostracizado por denunciar estas tão ilusórias fábulas e miragens.
Um dos pontos-chave que liga a “Escola de Frankfurt” àquilo que hoje conhecemos como o “politicamente correto”, cujo cerne reside na sua crença que “menos liberdade garante mais justiça e, consequentemente, mais segurança”, mais não é que um “mantra regurgitado” nos seus discursos políticos, nos meios académicos e nos media que controla, para prevenir que se criem plataformas que estimulem o Livre Pensamento, o desenvolvimento do indivíduo com recurso ao raciocínio lógico, à dúvida metódica, ao humor e à discussão aberta que questione os paradigmas dominantes na sociedade que idealizam – uma espécie de “linha de montagem mecanizada”, com o propósito de (à semelhança do “1984” e do “Triunfo dos Porcos”, de George Orwell) padronizar e homogeneizar os indivíduos, condicionando-os a submeterem-se ao status quo e à lógica, “igualitária”, do seu “politicamente correcto”.
Herbert Marcuse, já atrás referenciado como um dos mais influentes “teóricos críticos” e um dos mais famosos membros da “Escola de Frankfurt”, já defendia, em 1965, nesta linha, na sua dissertação “Tolerância Repressiva”, que “As pequenas e impotentes minorias, que lutam contra a falsa consciência e os seus beneficiários, precisam de ser ajudadas. A continuação da sua existência é mais importante do que a preservação do abuso de direitos e liberdades que concedem poderes constitucionais àqueles que oprimem estas minorias”. Não importa o género, a orientação sexual, a família, a raça, a cultura ou a religião… todos os aspectos que respeitem à identidade de uma pessoa devem ser questionados, como qualquer norma ou padrão social deve ser contestado, e, idealmente, alterado, a fim de beneficiar os “grupos oprimidos” e se promover o ideário sonhado por esta verdadeira minoria de totalitaristas morais, arrogantes, diletantes e proselitistas “eleitos”.
Um “Marxismo Cultural” que, todavia, no fim do dia, abandonou a já estafada retórica da “luta de classes”, entre as “classes capitalistas” e o “proletariado”, para as substituírem por “classes opressoras” (representadas pelo “homem branco”, “heterossexual”, “misógino”, “homofóbico”, “rico” e, claro “fascista, racista e xenófobo” – os “burgueses privilegiados, opressores e apologistas da classe exploradora”) e os “grupos oprimidos” (os “desfavorecidos”, as ditas “minorias”, os muçulmanos”, as “mulheres pró-aborto”, os “grupos LGBTQ”, entre várias outras “categorias de mascotes” que manipulam, indiferentes a que haja muçulmanos que querem impor a sua própria ideologia política e religiosa aos demais, às crianças que são extraídas dos ventres das mães ou aos homossexuais que são projectados de telhados “de sete andares”, por o serem ou as Mulheres que são vergadas a “regras de conduta prescritas pela Sharia” que as violam no seu mais profundo ser…). Uma “Pravda” que passa a ser simplesmente aquilo que os ditos “marxistas culturais” decretaram ser, numa perseguição – que a ex-URSS deixou bem vincada na História do século XX e que estes seus acólitos têm logrado ressuscitar – a quem pensa e se exprime de forma diferente, livre e consciente.
Com a imposição desta “revolução cultural” surgiu o argumento hegeliano do “relativismo moral”, táctica e estratégia que, no passado recente, se tem afirmado na justificação, como atrás referido, por exemplo, por Jürgen Habermas, ao desculpabilizar “o Jihadismo (como) uma forma moderna de reacção às condições de vida do Ocidente, caracterizadas pelo desenraizamento dos que não consegue integrar”, ou, como Michel Onfray, ao “equiparar” o Jihadismo às suas vítimas “ (porque não existe) nenhuma diferença moral entre matar vidas inocentes de mulheres, crianças e idosos e o terrorismo de estado (…), entre o ISIS e a guerra que dizem ser do Ocidente contra o terror”.
Um “relativismo” que quase nos consegue inibir de acharmos ser tão comovente sofrer com o dramático afogamento do pequeno Aylan nas praias da Turquia, como com os assassinatos, bárbaros e deliberados, de crianças cristãs e yasidis, às mãos do Daesh (ou as 276 jovens nigerianas, escravas sexuais repetida e barbaramente mente estupradas pelos “seguidores de Allah” do Boko Haram – que, traduzindo, significa, paradigmaticamente, “A Educação Ocidental Não Islâmica é um Pecado”)… sem se poder questionar a narrativa vigente que sustenta que os “muçulmanos são vítimas” e os “cristãos são opressores” ou, mesmo, quando os factos contradizem a narrativa, então são simplesmente ignorados ou mesmo escondidos.
Um “relativismo moral” que se torna estridente quando, por exemplo, “famosas feministas” se manifestam contra a revoltante opressão exercida, no Ocidente, por homens sobre mulheres, mas que se silenciam perante a mais atroz violência física (muitas vezes, até à morte por lapidação, como forma de condenação, pela Sharia, por “adultério”, outras por violação sexual, ou por sujeitarem jovens raparigas a excisão, “para não sentirem prazer e tentações sexuais quando adultas”), e psicológica exercida sobre as Mulheres muçulmanas, na generalidade dos países que se regem, pela mesma Sharia, que condena à morte, por defenestração, todo e qualquer homossexual…
Uma manifestação popular que se oponha à instauração da Sharia em bairros de uma qualquer cidade no Ocidente, ou contra agressões sexuais perpetradas por “jovens refugiados muçulmanos” (quase sempre apresentados como “sírios”, mesmo que originários do Bangladesh) é, imediata e inelutavelmente rotulada como uma “manifestação de grupelhos neonazis, racistas e xenófobos e islamofóbicos” – mas se uma mulher ocidental passear, num qualquer “souk” na Tunísia, de shorts e t-shirt com cavas e com o cabelo sem estar coberto por um lenço, é uma “falta de respeito pela cultura e modo de vida do Islão” e arrisca-se, por certo, a ouvir “piropos e a ser assediada como nunca o foi ao passar em frente a uma obra em Lisboa”…
Uma manifestação popular e propagandista do “multiculturalismo” é “politicamente correcta”, porquanto é um exercício obrigatório para os media e para os “cientistas sociais”: a) questionar a linguagem comum: “imigrantes ilegais” devem por exemplo, ser sempre apelidados como “refugiados sírios indocumentados”; b) redefinir “racismo” e “sexismo” como o resultado de “uma conjugação verbal entre preconceito e poder”, do tipo, “não existe sexismo contra o homem…”, porque as mulheres negras, por fazerem parte de uma minoria étnica, “não podem ser racistas ou sexistas contra homens brancos”…; c) manter, sempre, uma firme e favorável visão dos grupos considerados “oprimidos” – a final, o “Islão é uma religião de Paz”, sempre, o movimento “Black Lives Matter” é uma “mera manifestação de legítimo e pacífico protesto contra a violência policial”, o “feminismo” defende sempre a “igualdade de género” (menos nos países em que a Mulher é, de facto, sujeita à mais violenta repressão a que um “género” pode ser sujeito)… e assim por diante, porque nenhum desvio a esta narrativa será, alguma vez, tolerado e nunca haverá perdão para quem ouse criticá-la! Jamais. Em tempo algum! Mesmo que, por exemplo, haja Mulheres que se recusem a aceitar a “nova moda”, em vários Estados dos USA ou do Canadá, de ter que compartilhar vestiários e casas-de-banho com “homens que se sintam mulheres” – de “grupo oprimido” passam, num ápice, a “grupo opressor”, numa autofagia que acaba por retirar qualquer lógica a estas “dualidades”, tal como, antes, à “luta de classes” (apesar de a lógica retórica ser bem mais inteligível!).
Um “Marxismo Cultural” que, afinal, só ressuscitou no Ocidente, após o colapso da URSS, por grupos organizados dos seus órfãos, mas que não logrou conquistar qualquer espaço, seja na Rússia de Vladimir Putin, seja na China “comunista” de Xi Jinping, seja em qualquer país árabe ou muçulmano.
Um paradoxo que, só se revela ainda mais paradoxal, porquanto este “Marxismo Cultural” depois de se apoderar do Keynesianismo social-democrata, aproveitou, oportunisticamente, para abrir outra frente de batalha “contra o Capitalismo”, ao abrir um campo fértil para a proliferação da Sharia e da Jihad, fazendo do seu tão caro “Multiculturalismo” uma “Placa de Petri” onde o Islamismo, como ideologia política, religiosa, militar e imperialista se vai incubando, crescendo e expandindo neste Ocidente, inerte às suas consequências e efeitos, que se vai deixando mutilar e em vista ao seu próprio suicídio, tal vítima do clássico “Síndroma de Estocolmo”, com a influência desta, afinal, “contracultura”, cujo único propósito e razão de ser é a marginalização da cultura europeia tradicional e a negação da sua História.
Ao rotularem o “Islamismo” entre os grupos de “oprimidos”, estes “marxistas culturais” (e os “idiotas úteis” e “charlatães do Jihadismo” que os seguem), estão, de facto, a contribuir para se facilitar (ao mesmo tempo que visam enfraquecer as livres, necessárias e imperiosas, análises críticas da verdadeira e bem real ameaça que representam) a reconhecida eficácia da propaganda islâmica que tem por propósito, único e exclusivo, a instauração de um “Califado Mundial”, onde vigore, única e exclusivamente a sua Lei: a Sharia.
Para o CHEGA, com André Ventura, por Jorge Castela