O mítico racismo do CHEGA

O Guardian, jornal de referência das esquerdas britânicas, dedica algum espaço a um alegado crescimento do racismo em Portugal relacionando-o com o crescimento da “Extrema Direita”

“Portugal records surge in racist violence as far right rises” é o título da peça. Mas o seu objectivo surge no sub-título: “Campaigners call for urgent institutional response after attacks and death threats targeting MPs, academics and activists” ou seja “miliantes exigem resposta institucional urgente após ataques e ameaças de morte a deputados, académicos e activistas. Por resposta institucional leia-se “ilegalização do Chega”

Este artigo é, desde logo, e sem qualquer margem para dúvidas, uma encomenda da Extrema Esquerda portuguesa e tem por alvo o Chega, como ressalta ao mais desatento  dos leitores do Guardian. O objetivo do artigo foi o de vir, posteriormente, a ser glosado pelos meios de CS portugueses – o que está a acontecer – como forma de pressionar os tribunais e demais instituições a agirem. O fim último desta manobra, que se desenha desde há meses, é o da ilegalização do partido pelo Tribunal Constitucional. Ou seja, vencer os cada vez mais eleitores na Secretaria.

O artigo é, todo ele, a típica amálgama esquerdista de verdades menores, meias verdades e mentiras absolutas. O resultado final é o da aparente fiel descrição de uma realidade que de todo em todo não existe

E que realidade é essa?

É a de um país ferozmente racista, onde todos os dias se desenrolariam inomináveis perseguições e assassínios de cidadãos de minorias. E quem se encontra no cerne desse mítico movimento de violento racismo? O Chega, obviamente. Quem mais haveria de ser?

A jornalista Mia Alberti, autora – ou presumível autora – desta obra prima de mau jornalismo militante diz ter contactado o Chega mas que este se recusara a colaborar. Mentira. Não o fez. Ou seja, este rol de acusações falsas não foi sequer sujeito ao contraditório do único visado nas suas linhas.

Quem não tiver paciência para ler o artigo pode ficar com uma ideia da sua qualidade, objectividade e honestidade intelectual apenas por uma passagem em que a jornalista refere que André Ventura foi visto numa manifestação a fazer a saudação nazi. Toda a gente sabe como essa imagem foi obtida, isolando um  frame apenas de um vídeo em que André Ventura está a acenar aos manifestantes.

Portugal não é estruturalmente racista. O falso e alegado racismo não passa de uma narrativa construída pela Extrema Esquerda para dividir os portugueses. Como já pelo Chega proclamado até à exaustão, nunca fomos, não somos, nem jamais seremos um partido racista. A prova? Que outro partido em Portugal tem, como vice-presidente, um cidadão português negro? Uma vogal da Direcção cuja mãe é 100% indiana de Moçambique?

Que líder de outro partido português tem um negro como seu secretário pessoal e homem de confiança?

Para ilegalizarem o Chega, terão de inventar uma outra qualquer razão. Esta não pega

Diogo Pacheco de Amorim