O primeiro dia no CHEGA

Eleições Presidenciais de 2021

O Meu Diário de Voto em André Ventura por Gabriel Mithá Ribeiro

Leia diariamente nesta página textos, excertos ou frases destinados a resgatar os portugueses da alienação mental imposta pelas elites jornalísticas, académicas, intelectuais, políticas ou artísticas de um regime falido. Contra ele, André Ventura e o CHEGA fazem germinar uma força moral e cívica imparável que fará nascer a IV República Portuguesa. 

O primeiro dia no CHEGA (1)

 Excelentíssimo Senhor Presidente da Mesa da II Convenção Nacional, Dr. Luís Graça 

Excelentíssimo Senhor Presidente do CHEGA, Professor André Ventura 

Prezados Membros da Direção Nacional do Partido 

Estimados Participantes na II Convenção Nacional 

O CHEGA tornou de senso comum a ideia do racismo não ser um fenómeno do presente, nem do futuro. Apenas do passado. Está absolutamente certo. O racismo foi do tempo histórico do nazismo, da discriminação racial formal nos Estados Unidos da América, do apartheid na África do Sul, da colonização europeia e da guerra fria. Esse ciclo histórico foi encerrado entre o final da segunda guerra mundial (1939-1945) e a primeira metade da década de noventa do século passado. Os antirracistas resumem-se hoje a arrastadores do racismo para fora do seu túmulo histórico. O racismo não é só distração. É bem pior. É alienação

O CHEGA tem-se recusado a pactuar com o princípio da fragmentação social entre maioria e minorias. Esta predisposição moral é absolutamente justa. Não há outra forma de travar a bola de neve de tensões e conflitos sociais alimentada pelos que se recusam a ser responsáveis por si mesmos, pelos viciados na vitimização. 

O CHEGA passou a defender abertamente a identidade portuguesa, incluindo nas ruas. Sem esta causa nenhuma sociedade vence os seus desafios. Edmund Burke, o pai do conservadorismo, em 1790 explicou que uma sociedade é uma associação entre os mortos, os vivos e os ainda por nascer. Mais de dois séculos depois, Roger Scruton acrescentou a obrigação de salvaguardarmos os direitos cívicos de todos eles. É por isso que os portugueses têm legitimidade para rejeitar a III República porque nasceu, em 1974, matando os mortos, ao humilhar a história secular de Portugal, e hoje também mata os ainda por nascer, ao hipotecar os direitos cívicos das gerações futuras deixando-lhes uma dívida colossal. 

O pouco que André Ventura e o CHEGA conquistaram vale muitíssimo. A sociedade portuguesa ganhou uma nova bússola moral, uma nova bússola cívica e uma nova bússola política. 

Em rutura com o falhado consenso moral do regime político vigente instituído em torno do ideal de vitimização, importado da antiga União Soviética, o CHEGA é o primeiro filho da democracia nascido da bússola moral genuinamente portuguesa e europeia, a enraizada na tradição judaico-cristã e greco-romana, a que defende sem cedências a universalidade social da autorresponsabilidade individual e coletiva. Renovar o consenso moral é hoje a causa primordial dos portugueses e dos europeus. 

A segunda bússola que os portugueses conquistaram com CHEGA é a da cultura cívica. Sem ela não existem sociedades justas e prósperas. Na vida pública, o fundamento do civismo é a defesa intransigente da autonomia entre o Estado e a Sociedade, uma vez que política é tudo o que resulta das relações entre Estado e Sociedade. 

O saque fiscal a cidadãos e empresas por um Estado predador é bastante sintomático. 

Vivemos dias de falência grave do civismo porque os abusos reiterados do Estado sobre a Sociedade coincidem com os abusos reiterados da Sociedade sobre as suas Instituições. Os portugueses contam-se entre os povos europeus mais violentamente subjugados a um sócio-partido único de esquerda cujo poder avassalador resulta do seu controlo estratégico da comunicação social, universidades, sindicatos, fundações, organizações não-governamentais, partidos políticos da oposição afetos ao regime – o que subverteu a autonomia e a dignidade das instituições referidas, mas também da Religião, Família, Escola, Justiça, Segurança, Saúde, Economia, por aí adiante. 

A conjugação entre a força da democracia e a prosperidade da economia é sempre fruto do reforço da Sociedade na relação com o Estado e do reforço da autonomia de cada Instituição na relação com a Sociedade. Não há hoje alternativa à cultura cívica do CHEGA em Portugal. E somos crescidos para saber que o civismo vive nas palavras frontais e morre no cinismo das palavras bonitinhas. 2 

A terceira bússola é a clareza da nova orientação política para Portugal. O CHEGA rompeu a fragmentação entre a bolha da classe política e o quotidiano das pessoas comuns. O passo seguinte é o de reforçarmos a nossa unidade e identidade clarificando a nossa autodefinição coletiva com base em atributos políticos que já são património do Partido. Sugiro cinco. Sermos assumidamente de Direita, Conservadores, Reformistas, Liberais e Nacionalistas. A generalidade dos portugueses deve poder rever-se no conjunto que escolhermos ou, no mínimo, num dos seus atributos. 

Mas jamais seremos o grande partido da mudança – forte, socialmente abrangente e confiável – se hesitarmos na recusa do contrário daquilo que somos. Ser de Direita é rejeitar ostensivamente a Esquerda, as suas manifestações intelectuais, académicas, jornalísticas, artísticas, supostamente humorísticas – que nada têm de ingénuo, suave ou engraçadinho. Ser Conservador é não pactuar com engenharias sociais Revolucionárias que atacam a infância, a família, a autoridade ou a ordem. Ser Nacionalista é não ceder a Globalistas em questões como a defesa das fronteiras territoriais, a defesa da identidade nacional e dos seus símbolos, e rejeitar programas escolares que não respeitem esses ideais. 

Viva o CHEGA! 

Viva Portugal! 

1 Discurso na II Convenção Nacional (Évora, 19 e 20 de setembro de 2020). Dada a hora tardia da intervenção, suprimi a primeira parte. 

Gabriel Mithá Ribeiro