“O racismo está na moda… seja lá isso o que for”

Uma cidadã angolana, Cláudia Simões, é detida por um agente da PSP depois de ter provocado desacatos num autocarro na Amadora e de ter resistido com violência à Policia (de acordo com testemunhas presenciais e até vídeos no local). Uma cidadã angolana, Isabel dos Santos, é indiciada de corrupção internacional e de desvio indevidos de fundos estando a ser alvo de investigação judicial. Ambas se consideram vítimas de racismo!
O racismo está na moda… seja lá isso o que for. É de tal maneira invocado que já se cai na banalidade, quando não mesmo na incredulidade.
O racismo não pode ser capa de absolvição para tudo e mais alguma coisa. Independentemente de a Sr.ª Cláudia Simões ser branca, preta, amarela ou cor-de-rosa, tentou ou não tentou viajar num autocarro sem pagar e resistiu a seguir com violência à Polícia? Independentemente disso a Srª Isabel dos Santos ser branca, preta, amarela ou cor-de rosa, desviou ou não desviou avultados fundos financeiros de forma inexplicável prejudicando assim, pelo menos, o Estado angolano? É que, independentemente de as pessoas serem brancas, negras, amarelas ou cor-de-rosa, as pessoas são pessoas e devem, muito simplesmente, responderem pelos seus actos como pessoas. Como todos nós cidadãos comuns…
Voltemos ao caso do autocarro da Amadora. A senhora angolana, Cláudia Simões, exibe o lábio inchado enquanto que o agente da PSP, Carlos Canha, exibe marcas de mordidelas na mão e em vários locais do braço. Ambos tiveram de receber tratamento hospitalar. A Sr. Cláudia Simões tem um historial de violência (inclusive com uma queixa na esquadra do próprio marido) enquanto que o agente da PSP faz parte da unidade de elite do Corpo de Segurança Pessoal e foi objecto de dois louvores assinados por dois ministros diferentes. Conclusão óbvia e socialmente difundida – mais um caso hediondo de acção racista da PSP!
A PSP não é racista, nunca foi. Pode haver polícias racistas, obviamente, como há pessoas racistas em todas as sociedades do planeta. Mas catalogar a PSP de racista só serve os “profissionais” do ódio e das ruturas que nas suas associações ou partidos políticos precisam do racismo para sobrevirem e ganharem a sua vidinha.
A PSP (tal como a sociedade) tem no seu seio brancos, pretos, indianos, chineses… todos uma “cambada de racistas”! Só por mero acaso o agente da polícia chamado a intervir no autocarro era branco. Podia ser preto. Actuaria de forma diferente? Não, actuaria de acordo com as normas, como fez o Agente, Carlos Canha.
Carlos Canha, sabia que estava a ser filmado. Isso não o preocupou. Fez o que devia fazer: pôr cobro a uma perturbação da ordem pública. Tudo o mais que se diga… é política baixa.
Mas o mundo está feito assim. As modas e os interesses pessoais e partidários sobrepõem-se à sensatez e à racionalidade. “Preso por ter cão e preso por o não ter”. Homenagem aos elementos da PSP – brancos, pretos, mulatos, indianos ou de qualquer outra cor – que, no meio de toda esta loucura instalada, conseguem ainda assim conservarem a serenidade para cumprirem a sua missão. Para bem de todos nós!
Saudação especial a todos os profissionais das forças de segurança, continuem sempre a cumprir a lei a bem da Ordem Pública.

José Augusto Dias
Vice-Presidente do Partido CHEGA para a Segurança e a Justiça