O senso comum africano: o legado colonial português (2)

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O Meu Diário de Voto em André Ventura por Gabriel Mithá Ribeiro

Leia diariamente nesta página textos, excertos ou frases destinados a resgatar os portugueses da alienação mental imposta pelas elites jornalísticas, académicas, intelectuais, políticas ou artísticas de um regime falido. Contra ele, André Ventura e o CHEGA fazem germinar uma força moral e cívica imparável que fará nascer a IV República Portuguesa. 

 «Antigamente nós não éramos assim. O próprio colono mudou-nos. Construções, esta língua que estamos a falar para nos entendermos, por exemplo. Aprendemos essa linguagem. Posso dizer que o colono civilizou-nos. Trouxe escola, trouxe educação. Hoje em dia temos fábricas. (…) Embora trouxeram progressos, no lado negativo, posso dizer que desses progressos havia poucos benefícios para nós. O benefício maior era para o lado deles. Eles ensinaram-nos as coisas, demonstraram as coisas, como se faziam, mas os benefícios eram para o lado deles. Eu posso dar um exemplo daqui. Ensinaram-nos a explorar as minas, mas os lucros iam para o lado deles. Os moçambicanos trabalhavam, mas não ganhavam nada. Escravatura: também levavam pessoas para lá [Portugal e outros países coloniais]. (…) Se valeu a pena ser colonizado? Valeu, valeu. Pelo menos temos uma linguagem oficial e outra coisa foi o progresso. As coisas negativas eram próprias desse tempo. Isso não foi só no nosso país. Se não houvesse colonização não estaríamos desta maneira [desenvolvidos].» 

Registo de trabalho de campo – Moçambicano, negro, 30 anos, Cidade de Tete/Moçambique, 29-07-2004. 

Gabriel Mithá Ribeiro 
Vice-Presidente do CHEGA!