O senso comum africano: o legado colonial português (3)

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O Meu Diário de Voto em André Ventura por Gabriel Mithá Ribeiro

Leia diariamente nesta página textos, excertos ou frases destinados a resgatar os portugueses da alienação mental imposta pelas elites jornalísticas, académicas, intelectuais, políticas ou artísticas de um regime falido. Contra ele, André Ventura e o CHEGA fazem germinar uma força moral e cívica imparável que fará nascer a IV República Portuguesa. 

«O tempo colonial era bom tempo porque a gente quando trabalhava e ganhava, comprava aquilo que era necessário, o mínimo, embora ganhava mal. Podia ganhar pouco, mas pensava que estava a ganhar muito. Hoje não rende nada. (…) Não havia muitos ladrões naquele tempo. Hoje os ladrões é constante. Naquele tempo havia boa vigilância. Quando as pessoas passavam aí [na rua], tinha de saber onde trabalha, porquê passou aí. Se você tivesse 400, 300 [escudos], você ia na esquadra explicar. Hoje você rouba ali, nessa casa [do vizinho], vem vender aqui assim mesmo. Ninguém pergunta onde você apanhou isso que está vender. Naquela altura era difícil. Era difícil levar as coisas para vender. (…) [Isso era bom ou mau?] Para a vigilância era bom. A vigilância era dura. Mas para a convivência era muito duro. (…) O chibalo [trabalho forçado até inícios dos anos sessenta] era para arranjar dinheiro para aqueles que não queriam ir no serviço. Eles tinham de arranjar dinheiro para pagar imposto. Era como hoje essa coisa de ‘comida pelo trabalho’. Aqueles eram mandados para abrir estradas, fabricar tijolos, para arranjar dinheiro para pagarem imposto e para terem dinheiro em casa. (…) Isso [do chibalo] é mau. (…) [Eu] Ganhava miseravelmente, mas comprava boas coisas. Hoje com um milhão [de meticais] você não compra nada. Naquela altura 20 escudos era muito. Você na loja comprava o que quiser. (…) Os meus patrões eram bons. (…) O meu patrão era gerente da oficina grande aqui em baixo. Ele é que começou a fazer a carta de condução aqui em Tete.»

Registo de trabalho de campo – Moçambicano, negro, 51 anos, Cidade de Tete/Moçambique, 30-07-2004.

Gabriel Mithá Ribeiro 
Vice-Presidente do CHEGA!