O SISTEMA SOCIALISTA

Dizia a ex-primeira ministra britânica Margaret Tatcher, the problem with socialism is that you eventually run out of other people’s money, e o Partido Socialista português é a imagem fiel que ilustra tão oportuna frase, o PS governa enquanto as finanças estão estabilizadas (após governos mais à direita ou capitalistas) ou enquanto há dinheiro vindo, da europa, por exemplo.

Paradigmático do amiguismo ou nepotismo dos socialistas, foi a quantidade de familiares no anterior governo, maridos, filhos, primos, ou cunhados. Houve lugares para distribuir despudoradamente, tudo foi feito sem medo, sem vergonha, à vista de todos, com uma total convicção da impunidade de que gozavam.

Em Espanha, escreviam que “o presidente dos socialistas portugueses bate todos os recordes de nepotismo” e acrescentava que “o seu primo, a sua esposa, o seu filho, a sua nora e o seu irmão ocupam cargos políticos no organograma nacional e regional das ilhas dos Açores, de onde Carlos César é oriundo”.

Há poucos meses, o Governo injectou mais 850 milhões de euros dos nossos impostos, alegadamente para salvar o Novo Banco, pouco tempo depois, os administradores desse Banco receberam prémios anuais de quase 2 milhões pelo seu extraordinário desempenho num ano em que tiveram um prejuízo de 1.058,8 milhões de euros.

Também há pouco tempo, o ministro Pedro Nuno Santos, por motivações puramente ideológicas e sem ter como preocupação real, o interesse publico, injecta 1200 milhões na TAP, e anuncia o despedimento de 2800 trabalhadores directos e indirectos, soubemos esta semana que a companhia estreou louça da Vista Alegre1 na classe executiva e que ainda há despedimentos em curso. 

Dizia o comentador Pacheco Pereira que os partidos anti-sistema são contra a democracia pois é esse o sistema. Está profundamente enganado, “Sistema”  é esta pouca vergonha, é este gozar com quem trabalha, sejamos todos anti-sistema, Portugal agradece.

1 Vista Alegre é propriedade da Visabeira, empresa várias vezes visitada e elogiada pelo governo, com directores agraciados pelo Presidente da República e com um ex-presidente do Instituto de Gestão Financeira e Patrimonial da Justiça no Conselho de Administração.

Nuno Afonso, vice presidente do CHEGA