OE2021 – UM PUZZLE QUE NÃO ENCAIXA

O Orçamento de Estado 2021 foi aprovado na generalidade, como se esperava e sem qualquer surpresa. Para a sua aprovação, o Governo contou com a falta de convicção política de PCP, PAN, PEV e das deputadas não inscritas, contou sobretudo com o seu medo de eleições. Numa situação de crise política e consequentemente, eleições, as deputadas perderiam o seu emprego, o PCP correria o risco de desaparecer (como a esmagadora maioria dos partidos marxistas-leninistas) no continente, como desapareceu nos Açores e um partido que nunca deixou de ser um parasita e nunca se apresentou, nem apresentará, a eleições, desaparecia com a queda do hospedeiro.

Mas mais do que os votos contra de PSD, Chega, CDS e IL, o Governo tem visto este OE2021 chumbado sucessivamente pela sociedade civil.

A Associação Nacional de Municípios Portugueses, constituída maioritariamente por socialistas, considera as propostas “inaceitáveis”, a Ordem dos Advogados diz que “começa a ser perigoso viver em Portugal”, a Ordem dos Enfermeiros ataca o documento e anuncia greve, a Ordem dos Médicos queixa-se da falta de investimento na saúde, as forças de segurança continuam sem apoios e votadas ao abandono…

Então a quem afinal agrada este Orçamento de Estado? Na realidade, a ninguém! O Governo já considera seguramente, o ministro Leão um erro de casting e esta tentativa de agradar à extrema esquerda, nitidamente não resultou. 

Quando um documento desta importância é elaborado sem um fio condutor, onde valores como a saúde, a vida e a dignidade dos portugueses passam para segundo plano, ultrapassados por premissas puramente ideológicas e por uma tentativa de montar um puzzle disfuncional para agradar a PCP, BE e PAN, está condenado ao fracasso, tal como este governo.

NUNO AFONSO, VICE-PRESIDENTE PARTIDO CHEGA