Patriota me confesso

Portugal é um país enorme. É, continua a ser, e por muito que alguns não queiram, continuará a ter verdadeiros patriotas que garantirão que o continue a ser no futuro. É um orgulho ser português. Um orgulho visceral, apaixonado. Aquele orgulho que faz pulsar o bater do coração à altura da boca quando se entoa “A Portuguesa”. Quando se vê a nobre bandeira ondular ao vento soprado pelas tágides do Tejo. Pensar na História de Portugal é pensar num país que sendo territorialmente dos mais pequenos do mundo, sempre teve, no entanto, uma alma superior a si próprio. Uma alma guerreira de não desistência. Sempre alavancada na força de um povo que por cada obstáculo que surgisse, mais engalanava a nobre raça Lusitana.

Enfrentámos os Adamastores da nossa existência com a sagacidade que outros nunca tiveram. Dobrámos os cabos das nossas tormentas e transformámo-los sempre na esperança dos dias vindouros. Enorme. Enorme este país que territorialmente foi um dos maiores impérios do mundo. Enorme este país que por sê-lo permitiu que outros também o fossem e que sozinhos nunca seriam. Bravo este país que quando quase todas as grandes potências do mundo caíam às mãos dos grandes conquistadores mundiais, se aglutinava na força motriz que permitia não arredar pé.

Gigante este país nos grandes vultos com que sempre enriqueceu o património civilizacional humano como poucos fizeram. Pilar fundamental na evangelização dos mais elementares princípios da grandeza humana no que esta sempre representou e sempre representará. Titânico país este que sente no ondular do seu Atlântico a estoicidade de um ADN sem igual. Patriotismo é difícil de explicar, mas fácil de sentir.

Porém, muito curiosamente, este país enorme que é o nosso e que sempre venceu todas as ameaças além-fronteiras, sempre foi e continua a ser obrigado a conviver com parasitas internos, párias que tentam ferir de morte este orgulho nacional, mas que dele se servem para vingar na vida. Nomes que procuram a todo o custo manchar o brilho das quinas consagradas, mas que delas se servem para alcançar o palco mediático.

Esta semana soaram os alarmes do choque e do horror quando André Ventura, para mais ironicamente e na sequência de uma proposta de alteração ao OE completamente abstrusa, disse preferir que determinada individualidade se retirasse do triste palco com que em bicos de pés se procura manter. Até aqui Portugal é grande meus amigos. Grande na forma como humilde e desinteressadamente, mesmo perante a total inexistência de valor real, permite com que determinadas pseudovedetas nos representem. Este convite chocou.

Mas onde estava o choque quando uma recém deputada eleita por Portugal, na noite da sua eleição se deixa fotografar perto de uma bandeira que não a Lusa? Onde estava o choque quando essa mesma deputada entra no salão nobre da Assembleia da República e perante um quadro ilustrativo da nossa grandeza nos chama a todos de racistas, de imperialistas e colonialistas? Onde esteve o choque quando uma deputada da nossa nação disse querer esvaziar os nossos museus do legado da nossa História? Enoja. É o termo meus amigos. Enoja que o que choque seja a defesa de quem somos e não o despudor infeliz e reles de quem quer que o deixemos de ser.

Meus amigos, eu, patriota me confesso. Na totalidade dos nossos feitos. Patriota e orgulhoso. Orgulhoso do Portugal colonial que fomos. Orgulhoso de o termos sido e orgulhoso de acompanhando o mundo o já não sermos. Orgulhos dos quadros das descobertas que encham algumas das paredes de S. Bento. Orgulhoso dos nossos Reis, dos nossos políticos, dos nossos primeiros-ministros, dos nossos presidentes da República, mas sempre e primeiramente, orgulhoso do nosso povo. Quem não honra o passado, não sabe quem é no presente e não vislumbra futuro. Podemos ser diferentes em tudo. Podemos discutir tudo. Tudo menos Portugal. A História não se apaga, não se reescreve, não se altera e não se distorce. Quem o não sentir não pode representar o nosso país. Não se pode sentar no veludo do hemiciclo. Não pode sair de casa a afirmar ser mandatário da nossa palavra. Há uma coisa que vos garanto:

Da mesma forma que tivemos quem por nós ganhasse todas as grandes batalhas da nossa História, teremos quem trave talvez a maior das batalhas que hoje nos impõem.

A batalha pela nossa identidade.

O CHEGA, todos e cada um de nós, marcharemos pelo estandarte desse desígnio. Não por qualquer ego individual, mas por aquilo que somos enquanto Nação.

Rodrigo Alves Taxa