Pão e Segurança. Depois do Pão, a Segurança é a maior ambição do cidadão. E da sociedade em que se integra. Segurança para todos e para cada um de nós. Segurança para os nossos.

A Segurança nunca é demais, há sempre mais para melhorar. Mas, habituados que estamos em viver em aceitável segurança (Portugal é, mesmo assim, um país seguro quando comparado com outros países, alguns até próximos de nós) nem nos damos conta… que podia não ser assim. E que quem, melhor ou pior, assegura essa segurança são uns senhores fardados a quem gostamos de nem “passar cartão”. Mas “ai” se eles não existissem.

Como é sabido, um conjunto de policias foram há dias condenados em tribunal por abuso de autoridade. À Justiça o que é da Justiça e não comentamos decisões (até porque ainda estão em fase de recursos). Mas, que vozes houve a equilibrar, pelo menos, as criticas que choveram de todos os lados sobre os policiais arguidos? Que vozes houve a lembrarem que os polícias ganham mal, que sofrem de stress e têm uma elevadíssima taxa de suicídios, que não tem apoios por serem profissionais de desgaste rápido, que têm escassas folgas e elevados horários de trabalho, que são ameaçados, vilipendiamos e desconsiderados… e que até chegam, com elevada frequência, a morrer no cumprimento do dever? E ainda que têm carros velhos, muitas vezes até sem combustível, e instalações degradadas, e armas ultrapassadas, etc., etc., etc.

E, como se não bastasse, a organização. Em Portugal existem 28 (sim, 28!) OPC´s, órgãos de polícia criminal. É caso único na Europa. Como entendermo-nos numa casa assim?

Assim como é caso único na Europa termos “polícias” rurais e “polícias” urbanos. Quem ganha com isto, com este “dividir para reinar”?

Pugnamos por uma Polícia única, racionalizada e eficaz, juntando meios e vontades, juntando comandos e estratégias, juntando autoridade e proximidade. Há décadas que se vem falando do tema, há estudos e mais estudos a provarem as vantagens de tal solução, até em termos financeiros… as nada passa dos círculos restritos dos gabinetes. Nada acontece! 

Pugnamos – repito – por uma policia única, sólida e eficaz, ao serviço do cidadão. É por ele que lutamos e nos esforçamos. Que se acabem os corporativismo, as rivalidades e as ambições pessoais. Tudo em função do cidadão!

José Dias, Vice-Presidente do Chega com os pelouros da Segurança e da Justiça