Prestar contas ao CHEGA. Prestar contas a Portugal

Quando em outubro do ano passado o CHEGA elegeu o seu primeiro deputado à Assembleia da República Portuguesa, a primeira garantia que André Ventura transmitiu aos portugueses foi a de que viríamos para ser diferentes, trabalhar, e desse trabalho prestar contas ao partido, aos militantes, aos portugueses e a Portugal.

É esse exercício que hoje faço, num artigo que julgo, modéstia à parte, ser por todos os integrantes da família Chega coassinado.

Não o faço porque fica bem fazê-lo ou para enaltecer um trabalho em que também estou diária e empenhadamente envolvido, procurando daí retirar uma qualquer mais valia pessoal.

Faço-o porque considero que quando se está na vida pública e política se tem que prestar contas a todos quantos nos proporcionaram nela estarmos, bem como a todos quantos não o tenham feito porque ainda assim fazem igualmente parte deste grandioso país que é Portugal.

Um cargo político, seja ele qual for, deve ser sobretudo encarado como uma missão.

A mais nobre missão de vida que um Homem pode almejar.

Há portanto que servi-lo bem.

Sei que muitos, sobretudo os de má-fé, ao lerem o parágrafo anterior pensarão ou dirão que isto é tudo conversa de político mas que na prática os políticos são todos iguais. Não é! Não são! O CHEGA é a prova disso mesmo.

No OE para 2020, acabadinhos de chegar a São Bento e apenas com um deputado (que apesar de ser apenas um vale por dez), entre comissões parlamentares, reuniões imensas e mil e uma outras obrigações político-partidárias, apresentámos 101 propostas de alteração ao documento proposto pelo executivo.

Ficámos à frente de partidos com uma imensidão de recursos e colaboradores muito superior à nossa como são o Partido Socialista, o CDS-PP ou os Verdes, e de outros que tendo a nossa dimensão não trabalharam tanto como nós como foi o caso da Iniciativa Liberal e o então agora malogrado Livre.

Esta demanda levou-nos muitas vezes a sair de S. Bento às 4 da madrugada e a lá estarmos novamente todos às 8 da manhã que lhe sucedia. Sempre com um sorriso nos lábios e uma nobreza de carácter que suplantava o cansaço físico.

E quando o digo não é para que se nos agradeça tal feito.

 Cumprimos a nossa obrigação.

Apenas e só.

Volvidos alguns meses, perante o orçamento suplementar, apresentámos 17 propostas que uma vez mais marcariam uma viragem no paradigma político português caso fossem aprovadas.

Em áreas que indo do combate à corrupção, passando por propostas de aliviamento fiscal ou terminando na consagração da transparência do Estado e organismos públicos, focámo-nos na clarificação da opacidade política com que todos convivemos e na necessidade de uma melhor gestão da coisa pública particularmente agravada pela pandemia.

No meio de tudo isto apresentámos ainda 11 projectos de lei, 48 projectos de resolução, dezenas de votos da mais variada natureza e formulámos 11 perguntas ao executivo, o que fez de André Ventura o deputado único com mais actividade na Assembleia da República.

Se a tudo isto somarmos uma comunicação social maioritariamente desleal, um Partido Socialista que amordaça hoje o país aos seus interesses, um Bloco de Esquerda que pensa ser o dono da moral e bons costumes quando não é, um CDS-PP que se resume hoje ao ridículo, um PSD que traiu o país sendo hoje o lambe botas oficial dos Socialistas e um Presidente da República cuja única habilidade que tem é tirar selfies, ainda mais orgulhoso me sinto, nos temos de sentir todos, pelo trabalho realizado.

Amigos, militantes, simpatizantes, estamos juntos a trilhar um caminho importante.

Será duro e na maior parte das vezes desleal por parte de quem nos quer fazer moça, de quem nos quer fazer mal.

Mas não tenham dúvidas de que tudo quanto até aqui fizemos é apenas uma amostra do que faremos pelos portugueses e por Portugal.

Termino, para que fique claro que este artigo não é nenhum exercício de vaidade pessoal ou de equipa, nem nenhum acto meramente laudatório, de que o mérito de tudo quanto foi feito pertence a todos de igual forma.

De um excelente deputado, de uma equipa de gabinete parlamentar inexcedível, de um partido que em todas as suas estruturas, em todas as suas distritais, em todos os seus órgãos, respira Portugal, de todos os militantes ou simpatizantes que tanto nos ajudam a alertar para problemas que no meio de tanta coisa nos poderiam passar, de todos quantos em nós votaram e de todos quantos no passado não o fizeram, o irão certamente fazer nos próximos actos eleitorais.

Confiem em nós!

Confiem em nós porque por muito sangue, suor ou lágrimas que isso nos venha a custar, não desistiremos!

Deixo um agradecimento sincero e sentido a todos pela oportunidade me deram, que nos deram a todos, em fazer parte deste projecto.

Agradecimento este que repito, humildemente, sei uma vez mais ser coassinado por todos!!

Rodrigo Alves Taxa
Assessor jurídico do Partido CHEGA