Rescaldo de uma noite eleitoral

Houve ontem três vencedores destas eleições presidenciais, o primeiro terá sido obviamente, o presidente que se recandidatava, Marcelo Rebelo de Sousa que felicito. O segundo vencedor foi António Costa, o seu candidato era Marcelo e o seu adversário interno, Pedro Nuno Santos (tal como os turcos do PS e discípulos de Sócrates) apoiava Ana Gomes. O terceiro vencedor foi André Ventura, o Chega nas primeiras eleições a que se candidatou, com apenas seis meses de existência, teve 67.826 votos e elegeu um deputado, nas segundas (Ventura é o CHEGA e o CHEGA é Ventura), com menos de dois anos de existência conseguiu quase meio milhão de votos.
Como André Ventura bem referiu no seu discurso, não haverá governo à direita sem o CHEGA, é inevitável e Rui Rio bem salientou a expressiva votação do CHEGA no Alentejo. Rui Rio fez um discurso vazio, com medo de falar de André Ventura, não sabe como lidar com a situação. Não quer legitimar o CHEGA, como partido democrático que é mas que a esquerda quer ilegalizar, mas também tem a certeza de que terá mesmo que contar com o CHEGA, como se confirmou recentemente nos Açores.
André Ventura teve mais votos que Marisa Matias, João Ferreira e Tiago Mayan juntos, ou seja, o CHEGA vale neste momento (e mais valerá no futuro) mais que BE, PCP e IL juntos.
Marisa Matias – Falou muito do CHEGA e diz que deu o melhor de si, é provável, o seu melhor é que é muito fraquinho.
João Ferreira – para o PCP é sempre noite de vitórias, apesar de já nem no Alentejo terem expressão.
Tiago Mayan – também assumiu uma noite de vitória, não se sabe bem para quem, Mayan, como um golfinho, veio à tona mostrar-se e voltará agora para o anonimato, nem na Câmara do Porto terá outra hipótese que não a de negociar uma vereação com Rui Moreira. Uma derrota do candidato e de quem o escolheu.
Ana Gomes queixou-se do PS, o “seu partido”, o que tem alguma piada visto que já assumiu publicamente que o PS se tornou instrumento de “corruptos e criminosos”, a única coisa acertada que alguma vez disse.
Para o PAN, também foi uma noite vitoriosa, só o próprio PAN não percebeu ainda que se tornou um partido obsoleto, que aproveite bem esta vitória, porque não terá mais.
E acabaram as Presidenciais, sem segunda volta e vamos todos focar-nos naquilo que realmente é importante agora, lutar contra a pandemia e sobretudo contra a incapacidade do governo de tomar as decisões certas.
Cuidem-se e protejam as vossas famílias.

Nuno Afonso
Vice-Presidente Partido CHEGA