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O deputado único do partido Chega, André Ventura, considerou hoje que o programa do governo “esquece os grandes problemas do país”, porque não se debruça suficientemente sobre questões como a segurança, a saúde ou as pensões.

É um programa que esquece os grandes problemas do país, é uma fantasia na saúde, é sobretudo o ignorar e o humilhar das forças de segurança e da nossa segurança, por isso é um programa que nem sequer ousa tocar nos problemas de segurança do país”, afirmou o deputado.

O eleito do Chega pelo círculo de Lisboa falava numa intervenção de cerca de três minutos, no encerramento do debate sobre o Programa do XXII Governo Constitucional, que decorreu na quarta-feira e hoje na Assembleia da República, em Lisboa.

Encerramos hoje a discussão sobre o Programa do Governo. E o que é que nos fica destes dois dias de discussão inéditos também na história da democracia? Fica-nos, de facto, um Governo que não quer admitir, mas vai aumentar a penalização dos portugueses em sede IRS e, sobretudo, vai penalizar aqueles que mais trabalham, que mais se esforçam e todos os dias querem continuar a contribuir, por exemplo, para sustentar este enorme Governo que temos aqui por baixo”, atirou André Ventura, a partir da tribuna do hemiciclo.

Na ótica do deputado do Chega, o executivo liderado pelo socialista António Costa “ignora os pensionistas”, mas “é um Governo que premeia, – e por isso vale a pena com um Governo socialista -, ser subsídio-dependente”.

Este, se tivesse que ter um rótulo, seria o Governo dos subsídio-dependentes porque, de facto, vai criar uma classe ainda maior daqueles que querem viver à conta do Estado”, sustentou, não concretizando a que medidas se referia, e referindo apenas que “vai premiar aqueles que nada querem fazer sobre os outros milhões de portugueses que todos os dias são chamados a trabalhar”.

De acordo com André Ventura, o elenco governativo “vai fazer o maior ataque aos valores da história da democracia”, uma vez que se prepara “para aprovar propostas como a eutanásia nesta câmara que devia ser de todos os portugueses”.

Cá estaremos, e esperemos ouvir hoje o senhor primeiro-ministro sobre a sua posição, que ontem [quarta-feira] andou a tentar esconder”, notou.

O eleito do Chega falou também sobre a aposta na habitação.

“A habitação pública, sempre a habitação pública contra, claro, aqueles que trabalham, que se esforçam e pagam os seus impostos para sustentar todos os dias, habitação pública para todos, paguem ou não as rendas, paguem ou não aquilo que têm que pagar”, criticou.

Por fim, André Ventura defendeu que o programa do governo “deveria ser votado”.

Não que não passasse, todos conhecemos a hipocrisia que reina à esquerda, era para percebermos efetivamente quem está disposto a apoiar este programa de governo”, apontou, acrescentando que a votação serviria também “para que o Bloco de Esquerda, o PCP e o Livre pudessem dizer efetivamente aos portugueses se vão apoiar o maior ataque de sempre à classe média em Portugal, o maior ataque de sempre aos portugueses às forças de segurança em Portugal, e o maior ataque de sempre aos portugueses de bem que trabalham para sustentar o maior Governo de sempre”.

O regimento da Assembleia da República não prevê a votação do Programa de Governo. Para que tal aconteça, ou os grupos parlamentares apresentam uma moção de rejeição, ou o executivo um voto de confiança. Até agora, nenhum grupo parlamentar anunciou a apresentação de qualquer iniciativa.

In TVI24