Testem, testem e voltem a testar pela vossa, pela nossa e pela saúde da economia!

Existem naturalmente muitas formas de reduzir os índices de infecção por Covid-19, controlando ainda assim o dramático impacto que as medidas pelas quais optou o Governo Socialista de António Costa estão a provocar em sectores como o da restauração, bares e outros que pela sua natureza social são os mais prejudicados de muitos que não estarão em “melhores lençóis”!

Todos sabemos que o SNS não está a atravessar um momento salutar, muito por culpa da política de desinvestimento deste mesmo Governo em diversos sectores, como é o caso – e a título de exemplo – dos recursos humanos, deixando assim o SNS com poucos médicos, poucos enfermeiros e restante pessoal especializado.

Os médicos ganham mal, os enfermeiros nem se fala e acabam por não sentir o incentivo para permanecer a trabalhar neste sistema de saúde público que a todos deveria servir incansavelmente, tal é o incrivelmente alto valor de impostos exigidos aos portugueses!

Desta forma temos um serviço diminuido, desgastado e incapaz de fazer frente a esta enorme prova de esforço que é a pandemia deixando um rasto de inoperância quer no combate à Covid-19, quer no regular funcionamento em consultas, diagnóstico e seguimento de doenças potencialmente graves e graves, mas também de cirurgias, entre outros.

Entendo que isto – entre outras coisas – leve à premente necessidade de fazer os possíveis para controlar rapidamente a pandemia e proteger o frágil SNS português.

Só não entendo que o façam às custas dos micro, pequenos e médios empresários, seus funcionários e famílias que não têm hoje na maioria dos casos dinheiro sequer para dar de comer condignamente aos seus filhos, sendo estes parte importante do tecido empresarial de Portugal.

É urgente que o Estado permita às pessoas viver com a possível normalidade, “com direito” a comércio a funcionar, restaurantes, bares nocturnos e actividades similares.
Com rigorosas regras de higiene? Sim!
Com o uso da máscara sempre que não se estiver sentado na mesa? Evidentemente!
Com obrigatoriedade de controlo de temperatura e higienização de mãos e sapatos? Sem dúvida!
Mesmo provavelmente sem pistas de dança por forma a manter exclusivamente serviço de mesas? Com certeza!
Que tenha controlo de lotação mais apertado para garantir distanciamento socia? Claro!
Tudo isto, mas a funcionar e  em horário normal!

A forma mais eficaz de travar a pandemia: testem, testem, testem e voltem novamente a testar!

Existem hoje disponíveis testes rápidos que em 15 minutos com uma eficácia muito razoável, através de uma zaragatoa orofaríngea, detectam desde o princípio a presença de uma proteína existente no vírus Sars-Cov 2.

Usem e abusem destes testes!
Testem semanalmente nas escolas, nas fábricas, nas empresas, nos lares e serviços de cuidados continuados, nos hospitais, mas também no pessoal que trabalha nas lojas, nos restaurantes, nos bares, bombeiros, forças de segurança e funcionalismo público.
Tornem os testes obrigatórios!

Façam esta triagem:
Quem testa positivo entra em confinamento medicamente vigiado ou se necessário entra em cuidados hospitalares.
Quem testa negativo prossegue a vida de trabalho e por mais uma semana sustenta a economia do país de uma forma o mais próxima possível da normalidade.

Estes testes têm custos acessíveis e se comparticipados certamente terão uma adesão massiva!

Massificar isto é barato? Não!
Mas muito menos caro que deixar morrer a economia, falir os seus intervenientes e colapsar o SNS com medidas que ainda por cima têm um grau de eficácia extremamente duvidoso.

Coloquem estes testes em farmácias, em Centros de Saúde, forneçam a todos os acima referidos.

A par disso, apesar de ilustres representantes do Governo Socialista afirmarem, mais coisa menos coisa, que o vírus não gosta de transportes públicos, aumentem temporariamente a sua frequência para não irem cheios, permitam o alargamento do horário de lojas de bens essenciais como hiper, super e mini mercados, mercearias ou talhos, para evitar os ajuntamentos.
Ah, e deixem-se de falsos moralismos na venda de álcool. Afinal que lógica tem não se poder levar uma garrafa de vinho para casa para beber ao jantar, quando só se pode ir às compras depois das 20.00 horas, por exemplo?…

É perfeito?…
Não, não é!
Mas é o mais próximo da perfeição que poderemos ter nestas circunstâncias em que infelizmente estamos a viver.

Ricardo Regalla Dias Pinto
Director Nacional
Partido CHEGA!