Um grupo extremista ligado ao DAESH (Estado Islâmico/Irmandade Muçulmana) decapitou mais de 50 pessoas no norte de Moçambique entre a passada 6ª feira e Domingo

Terroristas atacaram a aldeia de Nanjaba, em Cabo Delgado, disparando indiscriminadamente contra todas as pessoas que encontravam, incendiando casas e gritando “Allahu Akbar”.

Os terroristas atacaram depois a aldeia de Muatide, tendo transformado um campo de futebol em “campo de extermínio”.

Foram já mortos, por grupos terroristas jihadistas mais de 2.000 pessoas em Moçambique, tendo 430.000 ficado sem habitação.

O CHEGA, não só condena vivamente estes ataques que vitimam pessoas por terem uma religião diferente da dos terroristas, o que por si só é totalmente abjeto e condenável, mas pior, por serem cristãos e, portanto, herdeiros da mesma civilização que ajudou a construir Portugal, a Europa e quase todo o mundo civilizado.

Por outro lado, o CHEGA não entende a razão pela qual o governo português não inicia conversações com o governo de Moçambique, país irmão, para participar militarmente no combate a essas forças terroristas, como o tem feito em vários países africanos, cujo interesse geo-estratégico é relativamente irrelevante para Portugal considerando o interesse de outros países europeus.

Os nossos militares, que tão bem têm dado o seu contributo para a paz e justiça em vários cenários de pacificação e combate – Bósnia, Kosovo, Macedónia, África Subsariana, Iraque, Afeganistão, etc. – serão certamente capazes de dar a resposta adequada a estes crimes hediondos perpetrados contra os nossos irmãos moçambicanos.

O CHEGA apela ao governo português para que urgentemente entabule conversações com o governo Moçambicano, que já pediu ajuda internacional, no sentido de que as forças nacionais possam participar, de forma decidida e determinante, pondo fim a estes crimes contra a humanidade, pois que é exactamente disso de que se trata.

António Tânger Corrêa
Vice-Presidente
Partido CHEGA!