Ventura leva “coligação anti-sistema” para as europeias

O Chega prepara-se para as europeias ao lado do partido Portugal Pró-Vida e do Democracia 21. À SÁBADO, o partido cristão confirma que está a trabalhar com o Chega. Ventura diz que quer uma “fazer uma coligação anti-sistema”.

André Ventura não vai para as europeias sozinho. Além de ir ao lado da Democracia 21, como a Visão avançou, o movimento Chega também vai com o partido Portugal Pró-Vida (PPV), apurou a SÁBADO. E não deve ficar por ai.

“Estamos a trabalhar com o Chega e a Democracia 21 entre outras forças políticas e movimentos cívicos nesse sentido”, explicou Manuel Matias, líder do PPV, à SÁBADO. Já Ventura não confirmou, nem desmentiu, mas frisou que o objetivo é “pouco a pouco incluir partidos anti-sistema”: “O objetivo é fazer uma coligação anti-sistema para irmos fortalecidos para as eleições europeias e legislativas.”

Contudo, há incongruências entre movimentos e partidos. As posições do PPV, um partido de natureza cristã, vão contra a prisão perpétua, a castração química a pedófilos e a despenalização do aborto, ideias favoráveis ao Chega de Ventura.

Manuel Matias garante que as bases do partido compreendem o apoio ao Chega: “As nossas bases sabem que nunca abandonaremos a defesa da dignidade humana desde a conceção até à morte natural e que nunca apoiaremos nenhum governo que promova a ideologia de Género” “Uma coligação entre várias forças políticas não pode ser a eliminação das suas diferenças individuais, isso seria uma fusão e corríamos o risco de se tornar um bloco totalitário”, acrescenta.

Manuel Matias definiu como será esta “coligação anti-sistema”: “Propomos que partindo daquilo que nos une e conscientes das nossas diferenças apresentarmos aos Portugueses uma solução de Direita moderna, personalista, que defenda a família, a liberdade religiosa, a iniciativa privada cumprindo ao Estado o papel de regulação, não permitindo que nenhum

in Sábado