O Partido CHEGA do Distrito de Coimbra repudia, com a maior veemência, o documento oficial intitulado “Posicionamento Global da Associação Académica de Coimbra perante o Partido CHEGA”, datado de 1 de fevereiro de 2026 e subscrito pela Direção-Geral da AAC, onde esta instituição, se arroga no direito de excluir o maior partido da oposição portuguesa de todo o espaço académico, cívico e cultural de Coimbra.
Este posicionamento não é uma mera “opinião académica”, é um ato de censura política explícita, de intolerância ativa e de desrespeito profundo pela vontade soberana do povo. Bom exemplo da vontade popular, são os cerca de 43.000 conimbricenses que votaram nas Eleições Legislativas de 2025, os mais de 56.000 que votaram no Dr. André Ventura para as Presidenciais de 2026 no Distrito de Coimbra, e os cerca de 1 milhão e 700 mil portugueses que, nas urnas, escolheram democraticamente o CHEGA para representar os seus anseios, valores e preocupações. Homens e mulheres de todas as idades, de todas as profissões e de todas as regiões do país – incluindo milhares de conimbricenses – foram assim classificados, por uma direção estudantil, como indesejáveis, incompatíveis com a “democracia” que a AAC diz defender.
Chamar ao Partido CHEGA de “extremista”, “xenófobo”, “racista” e “fascista” – termos repetidos ao longo de todo o documento – não é análise política: é difamação organizada. É o mesmo discurso que, ao longo da história, sempre precedeu a exclusão, a perseguição e o silenciamento de vozes incómodas. A AAC, que se diz herdeira dos ideais de liberdade e de democracia, pratica exatamente o contrário: ergue muros ideológicos, decreta exclusões e impõe uma única narrativa permitida, o dito pensamento único, apenas visível na atualidade em ditaduras comunistas.
Quando a Direção-Geral da AAC cita Karl Popper para justificar a “intolerância para com os intolerantes”, revela o que realmente é: uma organização capturada por “palas” ideológicas de esquerda que vê na ascensão de uma força política conservadora, patriótica e liberal-conservadora uma ameaça existencial à sua hegemonia cultural.
O medo não é do “fascismo” – fantasma que invocam sempre que perdem eleições. O medo é da perda do monopólio do pensamento, da perda da capacidade de moldar gerações inteiras ao seu arbítrio.
A Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra não tem legitimidade democrática, para decidir quem pode ou não pode entrar no espaço público, quem pode ou não pode ser ouvido, quem representa ou não, a sociedade portuguesa. A AAC não foi eleita pelo povo português, mas sim por uma comunidade estudantil, a qual na sua maioria, nem de Coimbra ou do Distrito é. O Partido CHEGA, sim.
Manifestamos, de forma clara e inequívoca, que este tipo de dirigentes que hoje controlam a Direção-Geral da AAC não pretendem debater ideias: pretendem moldar pensamentos. Não defendem a democracia: defendem a sua versão única e autoritária da democracia. Não combatem o ódio: são eles próprios os maiores propagadores e incitadores de ódio – o ódio ao diferente, o ódio ao dissidente, o ódio ao povo que ousou votar contra o establishment.
Se a eles lhes apetece chamar fascistas, xenófobos, racistas e incitadores ao ódio, nós apenas lhes podemos chamar, com toda a verdade e frontalidade, aquilo que são:
Ditadores do pensamento único demagógico e narcisistas infames.
O Partido CHEGA continuará a defender a liberdade de expressão, a igualdade de todos perante a lei, a soberania nacional e a democracia plena – mesmo quando as elites académicas de Coimbra decidem que a democracia só é válida quando lhes convém.
Coimbra não se cala. O povo português não se cala. E o Partido CHEGA não se calará.
Coimbra, 24 de fevereiro de 2026
Paulo Seco
(Presidente da Distrital de Coimbra)