CHEGA / Publicação atual

FRONTEIRAS DIGITAIS E O MODELO ZERO TRUST

A nossa geração tem o privilégio de assistir, e participar, num período verdadeiramente revolucionário, impulsionado pela liberalização da tecnologia. Num ritmo acelerado, surgem tecnologias, maioritariamente digitais, que hoje fazem parte integrante do nosso quotidiano. A sua importância é tão evidente que assistimos a uma autêntica corrida tecnológica entre nações, fortemente ligada à inteligência artificial (“AI race”) e às suas dependências estratégicas: semicondutores, matérias-primas raras, capacidade industrial e aplicação militar.
A globalização, enquanto mentalidade amplamente aceite nas últimas décadas, começa a dar sinais claros de esgotamento. As nações voltam-se progressivamente para dentro, priorizando os seus próprios interesses e vulnerabilidades. O compromisso com a colaboração entre países e a partilha cientifica e tecnológica, deu lugar à suspeição.
À semelhança da questão das fronteiras físicas, um problema persistente e longe de resolução na Europa, emerge agora uma nova realidade da proteção da fronteira digital.
No contexto do domínio digital, as principais ameaças continuam a ter origem em influências e atores externos. Portugal, motivado durante anos por um elevado nível de confiança social e por alguma iliteracia digital, tornou-se um alvo explorável por redes criminosas internacionais. Ainda que os cidadãos estejam hoje mais desconfiados, o surgimento de modelos generativos (generative models) e ferramentas avançadas de tradução conferiu a esses criminosos um novo grau de credibilidade e sofisticação, abrindo vetores de ataque que antes não existiam.
Num outro eixo, também devido ao avanço de ferramentas impulsionadas pela inteligência artificial, os ataques informáticos não associados à engenharia social assumem hoje uma presença constante e estrutural. Estes ataques afetam de forma transversal cidadãos, empresas e organismos do Estado, colocando o domínio digital no âmbito da segurança nacional. Segundo o relatório do Centro Nacional de Cibersegurança, o ransomware mantém-se como uma ameaça estratégica pelo seu impacto sistémico, apesar de não ser o vetor mais frequente, tendo atingido em particular entidades da administração pública, operadores de serviços essenciais e setores críticos.
Paralelamente, o mesmo relatório identifica cibercriminosos organizados e atores estatais externos como os principais agentes de ameaça no ciberespaço de interesse nacional, recorrendo a técnicas como malware, exploração de vulnerabilidades e ataques de negação de serviço distribuída (DDoS). Esta combinação de impacto elevado e origem externa reforça a percepção do espaço digital como uma nova fronteira, sujeita a pressões permanentes e a lógicas de poder semelhantes às do domínio físico.
Tal como nas fronteiras físicas, é irrealista acreditar numa abertura total e irrestrita no espaço digital, sem consequências negativas. A fronteira digital torna-se necessária para identificar, autorizar e controlar quem entra e o que sai de Portugal. Só assim é possível regular e proteger de forma eficaz o ecossistema digital nacional.
Neste contexto, impõe-se ao mundo ocidental, e em particular a Portugal, a adoção de um modelo claro e amplamente aceite para o domínio digital e empresarial: o modelo Zero Trust. Este modelo assenta numa premissa simples, mas poderosa, ao não confiar em nada nem em ninguém por defeito. A confiança é sempre verificada, validada e autenticada, com base no princípio do quem é e para quê.
É neste quadro que temos de aceitar uma nova realidade. A globalização, que num primeiro momento trouxe enormes benefícios, exige agora limites claros. Será nessa limitação, e não a abertura irrestrita, que determinará a proteção de Portugal e da Europa. O objetivo sempre foi da Europa para o mundo, e não do mundo para a Europa. Não tem de ser recíproco. E sim, é urgente.

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Montagens

* As montagens da Comunicação Social arrancam no sábado (8 de junho), a partir das 15h00, na sala Manhattan;
* A nossa equipa, liderada pelo Ricardo Pinheiro, começa com as montagens no domingo, pelas 8h00;
* Carrinhas da Comunicação Social poderão ser estacionadas no parque que tem a cancela, à frente do Hotel Marriott, a partir das 15h00 de sábado;
* As portas abrem, pelas 18h00, no dia 9 de junho.

ELEITOS POR VISEU

JOÃO TILLY

BERNARDO PESSANHA

ELEITOS POR VILA REAL

MANUELA TENDER

ELEITOS POR VIANA DO CASTELO

EDUARDO TEIXEIRA

ELEITOS POR SETÚBAL

RITA MATIAS

PATRÍCIA DE CARVALHO

NUNO GABRIEL

DANIEL TEIXEIRA

ELEITOS POR SANTARÉM

PEDRO DOS SANTOS FRAZÃO

PEDRO CORREIA

LUÍSA MACEDO

ELEITOS PELO PORTO

RUI AFONSO

DIOGO PACHECO DE AMORIM

CRISTINA RODRIGUES

JOSÉ DE CARVALHO

MARCUS SANTOS

SÓNIA MONTEIRO

RAUL MELO

ELEITOS POR PORTALEGRE

HENRIQUE DE FREITAS

ELEITOS PELA MADEIRA

FRANCISCO GOMES

ELEITOS POR LEIRIA

GABRIEL MITHÁ RIBEIRO

LUÍS PAULO FERNANDES

ELEITOS PELA GUARDA

NUNO SIMÕES DE MELO

ELEITOS POR FORA DA EUROPA

MANUEL MAGNO ALVES

ELEITOS POR FARO

PEDRO PINTO

JOÃO GRAÇA

SANDRA RIBEIRO

ELEITOS POR ÉVORA

RUI CRISTINA

ELEITOS PELA EUROPA

JOSÉ DIAS FERNANDES

ELEITOS POR COIMBRA

ANTÓNIO PINTO PEREIRA

ELISEU NEVES

ELEITOS POR CASTELO BRANCO

JOÃO RIBEIRO

ELEITOS POR BRAGANÇA

JOSÉ PIRES

ELEITOS POR BRAGA

FILIPE MELO

RODRIGO TAXA

VANESSA BARATA

CARLOS BARBOSA

ELEITOS POR BEJA

DIVA RIBEIRO

ELEITOS POR AVEIRO

JORGE GALVEIAS

MARIA JOSÉ AGUIAR

ARMANDO GRAVE

ELEITOS PELOS AÇORES

ELEITOS POR LISBOA

ANDRÉ VENTURA

RUI PAULO SOUSA

MARTA SILVA

PEDRO PESSANHA

RICARDO DIAS PINTO

FELICIDADE ALCÂNTARA

BRUNO NUNES

MADALENA CORDEIRO

JOSÉ BARREIRA SOARES

Noite Eleitoral - Hotel Marriot (Sala Mediterrâneo)

A abertura ao público ocorrerá às 18h00 no dia 10 de Março.

Conteúdo em atualização.

Prometemos ser breves !