No passado dia 25 de fevereiro, pelas 12h00, realizou-se, nas instalações da Metro Mondego, uma reunião entre a administração da empresa e eleitos locais do Partido CHEGA.
A reunião teve como objetivo esclarecer todas as dúvidas, questões e reclamações que têm sido transmitidas por cidadãos relativamente ao funcionamento do sistema Metrobus.
A administração da Metro Mondego, representada pelo Presidente, Eng. João Marrana, e pelo Vogal Executivo, Dr. Ricardo Cândido, acedeu ao pedido com celeridade, tendo recebido a delegação com total disponibilidade para prestar esclarecimentos detalhados.
Durante a reunião foi feito um ponto de situação completo do sistema, que entrou oficialmente em operação a 16 de dezembro de 2025, assegurando a ligação entre Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã, ao longo de 30 quilómetros e 27 estações.
Segundo os responsáveis, cada veículo transporta até 136 passageiros, estando o sistema dimensionado para que todos os passageiros viagem sentados até Miranda do Corvo. Foi igualmente referido que os tempos de viagem são atualmente inferiores aos registados no modelo anterior e que se encontra assegurado transporte às 00h30, garantindo resposta a trabalhadores por turnos, nomeadamente nos setores hospitalar e comercial.
Relativamente à suspensão temporária do serviço na sequência da depressão “Kristin”, a administração explicou que as condições meteorológicas extremas provocaram queda de árvores na via, falhas elétricas prolongadas, falhas de comunicações e danos estruturais na infraestrutura, não estando reunidas condições de segurança para a operação.
Foi referido que, durante esse período, chegaram a ser mobilizadas até cinco empresas de transporte em simultâneo, incluindo operadores privados e táxi, de forma a garantir alternativas de mobilidade. Apesar de o serviço ter sido assegurado com recurso a autocarros, foi considerado que houve prestação de serviço, não estando prevista devolução de passes.
A operação regular foi retomada a 21 de fevereiro, às 13h00, no troço entre Sobral de Ceira e Lousã-Estação. No segmento entre Serpins e Lousã mantém-se serviço alternativo devido a instabilidade de talude ao PK 33+700, estando a resolução estrutural prevista para cerca de seis meses.
Foi ainda assumido o compromisso de realizar uma reunião pública com a população de Serpins, em articulação com a Junta de Freguesia, bem como reforçar os mecanismos de comunicação com os utentes, nomeadamente através de avisos sonoros nas estações sempre que ocorram atrasos ou suspensões temporárias.
Sublinha-se que a iniciativa da reunião teve como propósito garantir transparência e informação rigorosa aos cidadãos, defendendo simultaneamente os seus direitos e reconhecendo o esforço desenvolvido para assegurar a retoma de um sistema de mobilidade eficiente na região, após um longo período de interrupção.
O CHEGA informou que continuará a acompanhar de perto a evolução do serviço e o cumprimento dos compromissos assumidos.
Ana Martins
Chega – Assembleia Municipal de Coimbra