A Distrital de Coimbra do Partido CHEGA repudia veementemente a atitude da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) face à Secção de Jornalismo, que denunciou publicamente o açambarcamento indevido de verbas atribuídas pela Reitoria da Universidade de Coimbra e a proposta surreal de saldar uma dívida de 3.500 euros com barris de cerveja.
Segundo a informação tornada pública, a DG/AAC reteve transferências destinadas à Secção de Jornalismo (no valor de 3.500 euros, relativas a um protocolo com a Reitoria entre 2023 e 2025), alegando dificuldades financeiras, e propôs pagar a dívida em espécie — com barris de cerveja normalmente usados em convívios académicos. Esta proposta unilateral e degradante foi justamente repudiada pela Secção de Jornalismo, que viu o seu trabalho e autonomia serem desvalorizados e desrespeitados.
É com profunda indignação que assistimos a esta gestão. A DG/AAC recebe verbas públicas da Universidade de Coimbra para apoiar as atividades das suas secções e núcleos — dinheiro dos contribuintes e da academia que deve ser aplicado com rigor, transparência e seriedade. Em vez disso, verifica-se o açambarcamento dessas verbas e uma “compensação” em barris de cerveja, como se estivéssemos numa taberna medieval em vez de numa das mais prestigiadas instituições académicas do país. Vergonha!
Fazemos aqui o paralelo inevitável com o tratamento que a mesma Direção-Geral da AAC tem dispensado ao Partido CHEGA. A DG/AAC já assumiu publicamente posições de repúdio e exclusão do Partido CHEGA de atividades e diálogos académicos, invocando supostos “posicionamentos globais” que mais não são do que censura política e discriminação ideológica. A mesma direção que se recusa a dialogar com um partido democraticamente eleito e com representação crescente entre os portugueses, é aquela que agora retém dinheiro destinado a projetos culturais e jornalísticos dos estudantes e tenta “pagar” com cerveja.
Esta é a verdadeira face de uma certa “academia” que se diz plural, mas pratica exclusão seletiva: repudia o Partido CHEGA por divergência ideológica, mas não tem qualquer problema em reter verbas públicas e propor soluções etílicas para resolver dívidas reais. Dois pesos e duas medidas. Uma vergonha para a Direção-Geral da AAC e para todos aqueles que, em nome do “progressismo” ou do “politicamente correto”, transformam a casa comum dos estudantes num espaço de partidarização e má gestão.
Exigimos transparência total na gestão das verbas da Reitoria e das quotas dos estudantes.
Exigimos que as dívidas sejam pagas em dinheiro, com contas claras e auditoria pública, e não em barris de cerveja. E reafirmamos que a verdadeira democracia académica passa por respeitar a pluralidade de ideias, sem censuras nem exclusões.
O Partido CHEGA continuará a defender os estudantes de Coimbra, a exigir rigor na gestão dos recursos públicos e a combater todas as formas de hipocrisia e censura, venham elas de onde vierem.
Coimbra, 27 de março de 2026
Paulo Seco
(Presidente da Distrital de Coimbra)