Durante a audição parlamentar à Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, o Deputado do Partido CHEGA, Paulo Seco, denunciou a falência da articulação entre o Ministério da Saúde e a Segurança Social, que mantém centenas de pacientes retidos em camas hospitalares por abandono ou falta de respostas sociais. O parlamentar criticou duramente a estratégia de sucessivos Governos de “maquilhar” a realidade com estatísticas, afirmando que o aumento de verbas para acordos de cooperação não passa de um “penso rápido” e de uma medida paliativa fictícia, uma vez que o mercado está “completamente asfixiado” e não existem camas físicas disponíveis para contratualização, quer no setor público, social ou privado.
Perante este cenário de inação e burocracia que trava o investimento, Paulo Seco defendeu a necessidade urgente de um novo Quadro de Investimento que liberte o mercado de “preceitos ideológicos” e lançou a proposta de criação de um “Visto Gold da Solidariedade”. Esta solução visa garantir um “Caminho Verde” administrativo e célere para qualquer investidor que pretenda construir lares ou unidades de cuidados, colocando fim ao paradoxo de o Estado facilitar o licenciamento de “hotéis de luxo” enquanto bloqueia ou dificultou, durante anos, a abertura de equipamentos sociais essenciais às famílias. O deputado concluiu que o Estado deve assumir o seu papel de fiscalizador e não de “travão”, promovendo parcerias público-privadas, sociais e mutualistas para substituir a atual “miragem estatística” por estruturas reais que retirem os idosos dos hospitais.