O Deputado Paulo Seco, em nome do Partido CHEGA, reagiu à notícia da Lusa segundo a qual o Estado português foi lesado em mais de 3,2 milhões de euros num esquema fraudulento de obtenção de fundos europeus no âmbito do Portugal 2020. Na operação “Fundo Perdido”, o Ministério Público e a Polícia Judiciária detetaram faturação fictícia, sobrefaturação e simulação de procedimentos por parte de empresas localizadas nos distritos de Évora, Santarém e Setúbal.
“Este caso não é um incidente isolado, mas a expressão de uma falha crónica de controlo na gestão de fundos comunitários. Enquanto os portugueses pagam impostos elevados e enfrentam serviços públicos deficientes, redes organizadas continuam a roubar o erário público com a cumplicidade de uma burocracia ineficiente e opaca”, afirmou o Deputado Paulo Seco.
Esta fraude ofende diretamente os princípios do partido: um Estado de Direito forte, o combate intransigente à corrupção, a transparência total na gestão dos recursos públicos e a defesa do contribuinte honesto. “Os fundos europeus não são dinheiro de Bruxelas, são contributos dos portugueses que devem servir o interesse nacional e não o enriquecimento ilícito de alguns”, acrescentou.
Paulo Seco criticou a cultura de subsidiodependência e a excessiva burocracia que facilita a fraude, exigindo maior rigor, auditorias em tempo real, cruzamento automático de dados e sanções pesadas tanto para os infratores como para os responsáveis públicos negligentes.
O Partido CHEGA reafirma que continuará a fiscalizar e a exigir uma governação séria, onde cada euro público seja efetivamente defendido.