O Distrito de Coimbra é um território marcado pela diversidade: do litoral ao interior serrano, passando pelo eixo do Rio Mondego. Esta diversidade é também a sua maior fragilidade ambiental.
Nos últimos anos, os incêndios florestais têm devastado milhares de hectares, especialmente em zonas de eucaliptal e pinhal, consumindo também floresta autóctone já escassa e deixando solos expostos. Os grandes fogos de 2017 e 2025 e as atuais intempéries são bom exemplo disso: revelam um modelo florestal frágil, com baixa resiliência e elevada perigosidade.
As intempéries tornaram-se dramáticas. As cheias recorrentes no Baixo Mondego têm exposto as fragilidades dos diques, a acumulação de sedimentos e a insuficiente manutenção. Transposição, ruturas e inundações sucessivas afetam populações, agricultura, infraestruturas e a própria economia regional.
Vivemos num território que sofre em silêncio a dupla punição dos INCÊNDIOS e das CHEIAS, com custos humanos, económicos e ecológicos que se repetem ano após ano.
PERGUNTA.:
Senhora Ministra, perante esta realidade:
A) Quais as medidas concretas, calendarizadas e financiadas, que o Governo pretende promover nos próximos 24 meses para romper este ciclo — reforçando a gestão florestal, a resiliência das infraestruturas, a dragagem regular do Mondego e a reconversão para uma floresta mais resistente e diversificada — de forma a proteger efetivamente as populações e o território?
B) Senhora Ministra, o Primeiro-Ministro tem repetido que o custo da eletricidade em Portugal, está entre os mais baixos da Europa. Se isso é verdade, como explica aos portugueses que, depois de impostos e taxas esse valor aumenta entre 40 e 46% o valor da fatura (IVA, Imposto Especial de Consumo de Eletricidade, Contribuição Audiovisual e Taxa de Exploração), e a tornemos das mais caras da Europa? Será que o Governo está a transformar uma vantagem competitiva num castigo aos portugueses, ou admite que a política energética e fiscal deste Governo transformou a energia numa máquina de extrair rendimento às famílias e empresas?
Deputado Paulo Seco