A Distrital de Coimbra do Partido CHEGA, manifesta a sua profunda insatisfação e indignação, face à interrupção do IP3 entre o Nó de Miro e o Nó de Penacova, onde os trabalhos de manutenção, na sequência do derrame de resina, obrigam ao corte da via por vários dias, causando graves transtornos à mobilidade da população.
Esta via é crucial para a região Centro e para o país, ligando Coimbra a Viseu e ao interior, suportando o tráfego de mercadorias, o deslocamento diário de milhares de pessoas, o acesso a serviços essenciais e o desenvolvimento económico de diversos concelhos. A sua paralisação não é um mero inconveniente — é um entrave à coesão territorial e ao bem-estar das comunidades.
Enquanto na Autoestrada A1, após a derrocada provocada pelas intempéries, a circulação foi reposta na totalidade de forma bastante célere, no IP3 e nas estradas nacionais adjacentes verifica-se uma inaceitável lentidão. A EN 110, entre Coimbra e Penacova, e a Nacional 2 permanecem cortadas há meses após as tempestades, sem data concreta de reabertura. Esta dicotomia revela prioridades distorcidas: rapidez quando o problema afeta as grandes artérias concessionadas, mas inércia ou desprezo quando se trata das populações do interior.
Perguntamos de forma clara, trata-se de dificuldade técnica intransponível, de inércia burocrática ou de puro desprezo pelas populações de Penacova e regiões adjacentes? Os habitantes são os maiores prejudicados — mais tempo em deslocações, custos acrescidos, isolamento económico, riscos para a segurança e qualidade de vida diária. Não aceitamos que as famílias, os trabalhadores, os estudantes e as empresas sejam condenados a esta situação indefinidamente.
A Distrital de Coimbra do Partido CHEGA exige responsabilidades imediatas às Infraestruturas de Portugal, ao Ministro das Infraestruturas e a todas as entidades envolvidas. Exigimos um plano de intervenção urgente, com prazos rigorosos e transparentes para a conclusão dos trabalhos no IP3, a reabertura plena da EN 110 e da Nacional 2, e medidas alternativas eficazes enquanto durarem os constrangimentos. A população merece esta defesa firme. Não toleraremos mais protelações.
A coesão territorial não se faz com palavras — exige ação concreta. O Partido CHEGA estará sempre ao lado das populações do distrito de Coimbra na reivindicação de infraestruturas dignas e de uma resposta à altura dos problemas reais.
Coimbra, 22 de julho de 2026
Paulo Seco
(Presidente da Distrital de Coimbra)