A instabilidade política que Portugal enfrenta actualmente, com a dissolução da Assembleia da República e queda do Governo, é um fenómeno complexo, enraizado em questões que transcendem as disputas partidárias, embora estas desempenhem um papel central na crise que se vive, onde a análise da situação actual revela um ciclo vicioso de alternância de poder entre dois partidos dominantes, o Partido Socialista (PS) e o Partido Social Democrata (PSD), que, apesar das suas diferenças superficiais, parecem operar sob uma lógica semelhante de priorização de interesses próprios e favorecimentos mútuos, em detrimento do bem-estar coletivo do povo português.
Este cenário tem gerado um profundo descontentamento popular, alimentado pela percepção de que a classe política é incapaz de aproveitar o potencial económico e geográfico do País para transformá-lo numa nação próspera e competitiva a nível internacional.
A crítica à liderança política atual, nomeadamente ao Primeiro-Ministro Luís Montenegro e ao Partido Socialista, com destaque para a figura de Pedro Nuno Santos, descrito como “néscio e incompetente”, reflete um sentimento generalizado de insatisfação com a condução política do país, insatisfação essa que não se limita a um partido ou ideologia específica, mas parece transcender as fronteiras partidárias, atingindo a população de forma ampla e transversal, onde a percepção, de que os líderes políticos estão mais preocupados com os seus interesses do que com o bem comum, tem alimentado um clima de desconfiança e desilusão, que se reflete no crescente apelo por uma mudança estrutural no sistema político.
A história recente de Portugal, marcada por três bancarrotas e um caos social herdado do governo socialista anterior, é frequentemente citada como prova da incompetência da classe política, onde a gestão danosa da imigração, por exemplo, é apontada como um dos factores que têm contribuído para a desestabilização do País, com impactos negativos nos serviços públicos, como o Serviço Nacional de Saúde e a Segurança Interna, embora a imigração, muitas vezes apresentada como benéfica em termos económicos e demográficos, tem sido vista, por uma parte significativa da população, como um factor de tensão cultural, social e religiosa, agravando os desafios já existentes.
Neste contexto, a necessidade de uma mudança profunda no sistema político português torna-se cada vez mais evidente, em que a ideia de uma “RUTURA”, com o “status quo” actual, ganha força, impulsionada pelo descontentamento popular e pela percepção de que a classe política tradicional é incapaz de resolver os problemas estruturais do país.
Esta mudança implica não apenas a substituição dos actores políticos, mas uma transformação profunda nas práticas e valores que orientam a governação, em que a transparência, a responsabilidade e a eficiência na gestão dos recursos públicos são apontadas como pilares fundamentais para uma nova era política em Portugal.
O Partido CHEGA e a figura de André Ventura emergem, neste cenário, como uma alternativa para muitos portugueses que anseiam por uma mudança radical, onde a proposta de uma nova liderança, baseada em propostas concretas e viáveis, que promovam uma gestão mais eficiente dos recursos públicos, uma política de imigração equilibrada e uma maior responsabilização dos líderes políticos, tem ganho adeptos entre aqueles que desejam um futuro mais condigno, justo e próspero para Portugal.
O futuro de Portugal dependerá, em grande medida, da capacidade dos cidadãos e das forças políticas de promover um debate sério e construtivo, baseado em propostas concretas e sustentáveis, onde a estabilidade política e o progresso do País só serão alcançados através de uma governação que priorize o bem-estar do povo português, respeitando os valores e a cultura nacional, que seja capaz de enfrentar os desafios estruturais com visão e determinação.
A mudança necessária não se limita à alternância de partidos no poder, mas exige uma transformação profunda no modo como a política é praticada em Portugal, com foco na transparência, na responsabilidade e no compromisso com o interesse público.
Mário Cavaco
Candidato à Câmara de Serpa