CHEGA denuncia o inaceitável impasse na U F de São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades por seis meses de paralisia causados pela intransigência da Presidente do Partido Socialista
A Distrital de Coimbra do Partido CHEGA vem, de forma clara, firme e sem ambiguidades, denunciar o grave e prolongado impasse que paralisa a União das Freguesias de São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades desde as Eleições Autárquicas de outubro de 2025. Passados quase seis meses, os moradores desta importante união de freguesias do concelho de Coimbra continuam reféns de uma crise política artificial, provocada exclusivamente pela intransigência da Presidente eleita pela lista “Avançar Coimbra” (Partido Socialista), Laura Maria de Jesus Fonseca.
Recordemos os factos com rigor e transparência: nas eleições de outubro de 2025, a lista socialista venceu por uma margem ínfima de apenas 12 votos. Apesar desta vitória por uma diferença mínima, a Presidente eleita recusou-se, desde o primeiro momento, a formar um executivo que refletisse o equilíbrio de forças saído das urnas. A Assembleia de Freguesia ficou composta por 5 mandatos para a lista PS, 4 para a coligação “Juntos Somos Coimbra”, 3 para o movimento independente UPA e 1 para o Partido CHEGA. Trata-se de uma distribuição que obriga ao diálogo e ao compromisso – algo que, em democracia, deveria ser natural e obrigatório.
No entanto, desde novembro de 2025 – data em que a própria Presidente reconheceu publicamente a existência de “impasse” –, a mesma tem mantido uma postura de total intransigência. Recusou propostas de negociação que permitissem uma distribuição equilibrada dos lugares no executivo (presidente, tesoureiro, secretário e vogais), exigindo manter a maioria absoluta no órgão colegial apesar de a sua vitória ter sido meramente formal e por uma diferença irrisória. Rejeitou, de forma sistemática, qualquer solução que não garantisse o controlo total do PS, ignorando a vontade expressa de quase metade dos eleitores que votaram em alternativas.
Esta atitude não é um mero “desentendimento político”. É uma violação do espírito democrático e do princípio da representatividade. Resultado: a Junta de Freguesia funciona sem quórum efetivo, as reuniões da Assembleia são inconclusivas, as deliberações estão bloqueadas e a gestão corrente da freguesia arrasta-se em limbo administrativo. Os munícipes de São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades pagam impostos, mas não veem avançar obras, projetos ou respostas aos problemas quotidianos – desde a manutenção de espaços verdes, à resolução de questões urbanísticas, passando pelo apoio social ou a limpeza de vias.
Os custos financeiros e humanos desta paralisia são reais e recaem diretamente sobre as famílias e empresas locais.
A Presidente Laura Fonseca tem tentado justificar esta situação com argumentos legais formais, afirmando que as despesas correntes estão asseguradas pelo Orçamento do Estado e que a oposição é que “não aceita soluções”. A realidade é outra: a oposição, incluindo o Partido CHEGA, tem apresentado propostas concretas de compromisso que respeitam o resultado eleitoral e garantem governabilidade. A intransigência não vem da oposição – vem de quem, tendo ganho por 12 votos, se comporta como se tivesse obtido uma maioria esmagadora e se recusa a partilhar responsabilidades. Esta é uma completa falta de respeito por todos os cidadãos de São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades.
O Partido CHEGA, representado na Assembleia de Freguesia por um Deputado, tem sido voz ativa e responsável por uma tentativa de resolução desta crise.
Em 4 de março de 2026, a nossa força política alertou publicamente para a necessidade urgente e de convocar eleições intercalares para a Assembleia, única forma de desbloquear democraticamente esta situação insustentável. Não aceitamos que os cidadãos sejam prejudicados por jogos de poder do Partido Socialista.
Não aceitamos que a “partidocracia” socialista continue a tratar as freguesias como feudos pessoais.
Exigimos, por isso:
a) A imediata constituição de um executivo que reflita a pluralidade da Assembleia de Freguesia, com distribuição proporcional de responsabilidades;
b) A realização de eleições intercalares para a Assembleia, caso não seja possível alcançar acordo em prazo razoável (máximo 30 dias), conforme previsto na lei e já defendido por outras forças políticas como a CDU;
c) Transparência total na gestão dos dinheiros públicos e prestação de contas clara à população sobre os prejuízos já causados por estes seis meses de bloqueio;
d) A demissão da Presidente caso mantenha a atual postura de intransigência, abrindo caminho a uma solução que coloque os interesses dos fregueses acima dos interesses partidários.
O Partido CHEGA não aceita que a normalidade democrática seja suspensa em São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades. Os cidadãos não elegeram uma “dona da freguesia” – elegeram representantes para servir o povo.
É tempo de acabar com a paralisia socialista. É tempo de devolver o poder aos cidadãos.
Coimbra, 26 de março de 2026
Paulo Seco
(Presidente da Distrital de Coimbra)