O Partido CHEGA, através da sua Distrital de Coimbra, manifesta profunda preocupação face aos dados oficiais constantes do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) 2025, os quais revelam um agravamento significativo dos indicadores de criminalidade no Distrito de Coimbra.
A criminalidade geral registou um aumento de +11% no distrito (11.334 participações criminais), o mais elevado entre os distritos de maior dimensão do país.
A violência doméstica aumentou +6,1%, totalizando 1.030 ocorrências, num contexto nacional de ligeira estabilização. Coimbra concentra 6 dos 14 casos confirmados de vítimas de tráfico de pessoas validadas a nível nacional pelo Observatório do Tráfico de Seres Humanos, confirmando o distrito como um dos principais focos de exploração laboral. Os crimes de incêndio florestal e fogo posto apresentaram um crescimento acentuado, acompanhando a tendência nacional de +32,2%. Embora se tenha verificado uma redução da criminalidade violenta e grave (-10,1%), o forte aumento do volume global de participações criminais evidencia uma perda de controlo sobre a segurança pública, afetando diretamente a qualidade de vida dos conimbricenses, a comunidade académica, o comércio, o turismo e as zonas rurais.
O Partido CHEGA não pode aceitar que Coimbra, cidade universitária de referência internacional e Património Mundial da UNESCO, veja a sua segurança comprometida de forma tão acentuada.
Neste contexto, a Distrital de Coimbra do Partido CHEGA dirige ao Governo as seguintes críticas: – A persistente insuficiência de meios humanos nas forças de segurança (GNR e PSP), que operam com efetivos manifestamente aquém das necessidades reais, limitando a capacidade de prevenção e resposta eficaz à criminalidade; – A ausência de equipamentos modernos e adequados para uma reação rápida e preventiva, designadamente viaturas operacionais, sistemas de videovigilância eficazes e tecnologias de suporte à investigação, o que compromete a segurança diária da população; – A manutenção da desativação da 2.ª Equipa de Intervenção Rápida, unidade essencial para o combate a situações de elevada perigosidade, que deveria ter sido reativada de imediato, evitando riscos acrescidos para a segurança do distrito.
O Partido CHEGA reitera a exigência de medidas concretas e imediatas para solucionar o anterior identificado.
A segurança dos cidadãos não é negociável. Coimbra merece e exige uma resposta à altura dos desafios que enfrenta.
Coimbra, 01 de abril de 2026
Paulo Seco
(Presidente da Distrital de Coimbra)