No debate transmitido pela RTP Notícias sobre a Greve Geral e a Reforma Laboral, com a participação da Deputada Isaura Morais do PSD e o Deputado Tiago Barbosa Ribeiro do PS, o deputado Paulo Seco, em representação do partido CHEGA, defendeu uma posição equilibrada entre os direitos dos trabalhadores e o interesse geral do país.
Começou por afirmar que o direito à greve é constitucional e um direito fundamental dos trabalhadores, mas não pode impedir que outros trabalhadores que desejem exercer a sua atividade o possam fazer. Criticou a forma como o Governo conduziu o processo da reforma laboral, sustentando que, se tivesse havido diálogo prévio com os partidos políticos da Direita à Esquerda antes da concertação social, a greve não teria ocorrido.
Salientou os elevados prejuízos económicos causados pela greve, estimados em cerca de 800 milhões de euros por dia, considerando que as centrais sindicais, nomeadamente a UGT, a quem acusou o Governo de ter ficado “refém”, utilizaram a paralisação como forma de pressão e marketing político.
Apontou que uma negociação diferente por parte do Governo, nomeadamente nas matérias do banco de horas, outsourcing, despedimentos ilícitos e proteção da maternidade (em especial a amamentação), teria permitido uma maior salvaguarda dos direitos dos trabalhadores. Defendeu ainda a necessidade de proteger aqueles que queriam trabalhar durante a greve.
Relativamente à Reforma Laboral, o CHEGA mantém que votará contra caso o Governo mantenha as propostas atuais. No entanto, o partido sempre se mostrou disponível para negociar.
Sobre a Idade da reforma, não a considera uma “linha vermelha”, mas sim um Termo ou Condição: o CHEGA propõe os 65 anos com 40 anos de descontos, uma medida que, segundo os cálculos apresentados, terá um impacto de 1,8 mil milhões de euros na Segurança Social.
Por fim, esclareceu que, mesmo existindo acordo com o Governo para o adiamento da Revisão Constitucional, este não será condicional para a aprovação da Reforma Laboral.