Chega quer debate de urgência sobre situação nos serviços de ginecologia e obstetrícia

Um pedido que surge depois do caos a que se tem assistido nas urgências de ginecologia e obstetrícia de vários hospitais do país

O grupo parlamentar do Chega anunciou este sábado ter pedido ao presidente da Assembleia da República a marcação de um debate de urgência sobre a situação dos serviços de ginecologia e obstetrícia, que considera ser de “caos instalado”.

“Estando em causa, pelo caos instalado, um serviço fundamental do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para a prestação de cuidados urgentes e inadiáveis das grávidas e recém-nascidos deste país, consideramos fundamental a marcação de debate de urgência com a participação do Governo, tal como previsto regimentalmente”, lê-se num requerimento, com a data de hoje, enviado à comunicação social.

O líder parlamentar do Chega menciona que a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) avisou na sexta-feira que os constrangimentos no funcionamento dos serviços de obstetrícia e ginecologia vão manter-se até segunda-feira em vários hospitais da região de Lisboa.

Fonte: CNN Portugal

Requerimento do CHEGA a marcar debate de urgência sobre saúde no Parlamento.

O CHEGA vem requerer a marcação de Debate de Urgência, nos termos do artigo 72.º do Regimento da Assembleia da República, sobre o caos instalado nos serviços de urgência de ginecologia e obstetrícia do País.

Durante os últimos dias, têm sido notícia os inúmeros casos de Hospitais, um pouco por todo o país, onde existe uma carência crítica de médicos ginecologistas/obstetras.

Tanto é assim, que a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) avisou ontem, sexta-feira, que os constrangimentos no funcionamento dos serviços de obstetrícia e ginecologia vão manter-se até segunda-feira em vários Hospitais na região de Lisboa.

Como tem sido noticiado pela comunicação social, a falta de médicos vai determinar o encerramento das urgências de obstetrícia e ginecologia em quatro Hospitais: São Francisco Xavier, Beatriz Ângelo (Loures), Garcia de Orta (Almada) e Hospital de Setúbal. Isto entre as 21 horas desta sexta-feira e as 9 horas deste sábado 11 de Junho.

Mas esta situação não é um exclusivo da região de Lisboa. Em Braga, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) anunciou este sábado que o Hospital de Braga vai fechar a Urgência de Obstetrícia no domingo por falta de médicos para assegurar a escala. Constrangimento voltará a repetir-se a 18 de junho.

O mesmo sindicato afirma que “Em vez dos necessários cinco médicos ginecologistas/obstetras, o Hospital de Braga tem apenas dois médicos na escala para o dia 12 de junho, quer de dia quer à noite”. Também recentemente na região do Algarve, mais especificamente no Hospital de Portimão, houve notícia do encerramento da urgência de obstetrícia.

Para tornar esta situação ainda mais dramática, na quarta-feira passada, de madrugada, uma grávida perdeu o bebé durante uma cesariana de urgência no Hospital das Caldas da Rainha, onde a urgência obstétrica do Hospital estava a funcionar com uma equipa reduzida de médicos da especialidade e, alegadamente, terão sido dadas instruções para não serem admitidas mulheres grávidas.

Assim, estando em causa, pelo caos instalado, um serviço fundamental do SNS para a prestação de cuidados urgentes e inadiáveis das grávidas e recém-nascidos deste país, consideramos fundamental a marcação de debate de urgência com a participação do Governo, tal como previsto regimentalmente.

Palácio de S. Bento, 11 de junho de 2022

O Presidente do Grupo Parlamentar do Chega,

Pedro Pinto

CHEGA quer novo estudo sobre comunidade Cigana em Portugal

O Partido CHEGA deu entrada com um Projecto de Resolução que pretende promover a realização de um novo Estudo Nacional sobre as comunidades Ciganas, que incorpore a actualização do estudo elaborado pelo Alto Comissariado para as Migrações e pelo IHRU, e que assegure a participação da sociedade civil.
Ao longo da sua história, Portugal apresenta-se como um país plural e capaz de acolher todas as comunidades, das mais diversas origens, que nele pretendem permanecer para viver e trabalhar, sendo tal facto elogiado e realçado política e socialmente.
No entanto, esta capacidade de acolhimento e integração do nosso país deve pressupor um comportamento semelhante de quem é recebido, devendo haver vontade de se integrar na matriz identitária nacional, nomeadamente sujeitando-se às normas e regras estabelecidas para todos os cidadãos.
Ora, nos últimos anos tem-se adensado o debate em torno das questões que dizem respeito às minorias, muito em particular no que diz respeito à comunidade cigana, sobre a qual teimam em não existir dados suficientemente actualizados que permitam, com clareza, aferir as necessidades, contingências e especificidades desta comunidade no nosso país.
Os últimos dados que foram recolhidos sobre esta comunidade remontam aos anos de 2013 e 2014, quando foi feito um questionário desenvolvido pelo IHRU e pelo ACIDI (agora denominado de ACM – Alto Comissariado para as Migrações) e que apresentou alguns dados importantes quanto à caracterização das comunidades ciganas em Portugal.
No entanto, este estudo não apresentou dados quantitativos capazes de permitir conclusões objectivas, pelo que só uma actualização dos mesmos nos irá permitir compreender a evolução destes e outros indicadores até aos dias de hoje, possibilitando assim uma avaliação da integração desta comunidade na sociedade portuguesa.
Ao contrário do que alguns afirmam, a defesa desta necessidade não representa um qualquer ímpeto xenófobo, discriminatório ou passível de consubstanciar ódio racial, mas afigura-se, isso sim, como o melhor caminho para conseguir analisar as queixas e necessidades desta comunidade, resolvendo problemas que teimam em subsistir.
Nesse sentido, o Partido CHEGA recomenda ao Governo que promova, já em 2022, a realização de um novo Estudo Nacional sobre as comunidades Ciganas, que incorpore a actualização do estudo elaborado em 2013/2014 pelo ACM – Alto Comissariado para as Migrações e pelo IHRU, e que assegure a participação da sociedade civil.

O Grupo Parlamentar do CHEGA,
11 de Junho de 2022

Luís Miguel Mota – Coordenador do GTC de Cantanhede

Eu sou o Luís Miguel Mota, tenho 46 anos, sou Engenheiro Agropecuário e sou o Coordenador do Grupo de Trabalho Concelhio de Cantanhede.
Tenho como principal objetivo no meu Concelho e a nível Distrital, ajudar o Partido CHEGA a crescer, solidificando a nossa posição política.
Neste momento, as principais carências no Concelho de Cantanhede são na área da Saúde, no Ambiente, na Agricultura e na Segurança.
Venha visitar o nosso Concelho!

Conteúdo em atualização.

Prometemos ser breves !